Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

IPCA-15 diminui para quase metade do índice de março

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) atingiu 0,21% em abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou em cerca de 50% do que foi registrado em março, quando o índice apurado esteve em 0,40%. (Leia Mais)

Terça, 27 de Abril de 2004 às 07:08, por: CdB

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) atingiu 0,21% em abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou em cerca de 50% do que foi registrado em março, quando o índice apurado esteve em 0,40%.

A queda de 0,17% nos preços dos alimentos, em razão da comercialização da nova safra agrícola, pode ser considerada a principal razão para a queda do índice. As baixas de maior impacto foram as do tomate (-13,98%), do açúcar refinado (-5,6%), das frutas (-2,79%), do arroz (-2,76%) e do feijão carioca (-2,35%). Também ajudaram para a obtenção da queda no índice os preços do álcool combustível (-12,11%) e da gasolina (-2,07%).

Cigarros também passaram de 4,95% no mês passado para 1,54% em abril, e a telefonia fixa, que subiu 1,6% em março, não registrou variação neste mês. Ao longo do ano, o IPCA-15 acumula 2,21%. Nos últimos 12 meses, a taxa alcança 5,33%.

Entre as 11 áreas pesquisadas, a maior inflação foi apurada em Porto Alegre (0,76%). Curitiba registrou a maior deflação, de 0,17%.

O IPCA-15 é um indicador que antecipa a tendência da inflação oficial --o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O IPCA --utilizado como parâmetro para as metas de inflação do governo-- se difere do IPCA-15 somente no que diz respeito ao período de coleta dos preços.

Enquanto o IPCA é calculado com base em preços apurados durante todo o mês de referência, o IPCA-15 tem seus preços coletados entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês de referência.

Os dois índices se referem às famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrangem as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

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