Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

IPCA-15 acelera em setembro e soma 7,33% em 12 meses

Terça, 20 de Setembro de 2011 às 04:36, por: CdB
IPCA-15 acelera em setembro e soma 7,33% em 12 meses

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 20/09/2011, 09:15

Última atualização às 09:41

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São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,53% em setembro, na segunda alta seguida, divulgou na manhã desta terça-feira (20) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Com isso, a taxa chegou a 5,04% no ano e a 7,33% em 12 meses, no maior índice acumulado para esse período desde junho de 2005 (7,72%).

Os preços dos alimentos apresentaram alta de 0,72%, subindo mais do que em agosto (0,21%) e voltando a pressionar o IPCA-15 de forma significativa, com impacto de 0,17 ponto percentual. Vários produtos ficaram mais caros, destacando-se açúcar, leite , frango , carnes e arroz. Com isto, o grupo Alimentação e Bebidas acumulou alta de 4,29% neste ano.

Mas apesar dos alimentos terem voltado a exercer pressão sobre o índice, foram as passagens aéreas que lideraram a relação dos principais impactos no mês. Para viagens em setembro, os vôos disponíveis subiram, em média, 23,40% em relação à média de agosto. Isso fez o grupo Transportes pular para 0,70%, ao passo que no mês passado havia ficado em 0,03%. Sobre os combustíveis, o etanol subiu de preços ainda mais, indo de 1,54% para 1,95%, enquanto a gasolina, que havia apresentado queda de 0,17% em agosto, subiu 0,65% em setembro.

Além dessas, outras despesas aumentaram, a exemplo dos gastos com Habitação, que passaram de 0,32% em agosto para 0,49% em setembro, com destaque para as altas do aluguel residencial, taxa de água e esgoto e condomínio.

Dessa forma, enquanto os alimentos ficaram, em média, 0,72% mais caros, os produtos não alimentícios aumentaram 0,47%, também acima de agosto (quando registraram alta de 0,29%).

Entre os índices regionais, o maior foi o de Brasília (0,79%), em virtude, principalmente, do aumento das passagens aéreas. O mais baixo foi o de Goiânia (0,31%).O índice refere-se a famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e inclui as regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, além das cidades de Brasília e a Goiânia. O IBGE adota a mesma metodologia usada para o cálculo do IPCA, mudando apenas o período de coleta de preços.

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