Rio de Janeiro, 10 de Outubro de 2026

IPC volta a cair, na véspera da reunião do Copom

Terça, 09 de Dezembro de 2008 às 10:26, por: CdB

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), chegou a 0,28%, na primeira prévia de dezembro, 0,11 ponto percentual abaixo da variação anterior (0,39%). Os alimentos, que vinham pressionando a taxa nos últimos meses, segundo a pesquisa divulgada nesta terça-feira, apresentaram forte desaceleração, passando de 0,60% para 0,38%.

Além dos alimentos, três grupos tiveram queda inflacionária: habitação, com 0,22% ante 0,33%; transportes, com 0,13% ante 0,26%, e saúde, com 0,24% ante 0,31%. Apresentaram aceleração: despesas pessoais, com 0,51% ante 0,45%; vestuário, com 0,41% ante 0,39%, e educação, com 0,08% ante 0,07%.

Juros

A última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começou, nesta terça-feira, com a notícia da inflação em baixa. A expectativa dos analistas do mercado é de que o colegiado mantenha a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75%, com viés de baixa. A projeção foi detectada em pesquisa do BC, que toda semana ouve analistas sobre os principais indicadores da economia.

Na última reunião, em outubro, depois do agravamento da crise financeira internacional, o Copom optou por manter a Selic. Para o final do próximo ano, no entanto, os analistas mudaram a projeção de 13,5% para 13,25%.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. A meta para este ano é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite superior da meta é de 6,5%.

A inflação oficial é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que para os analistas de mercado deve fechar o ano em 6,2% e não mais em 6,35% como previsto na semana anterior. Para 2009, a estimativa foi ajustada de 5,25% para 5,20%.

Na reunião inicial, o colegiado do BC ouve exposições dos chefes de departamento do banco sobre as perspectivas nos diferentes segmentos da economia, no Brasil e no exterior, com enfoque especial para o acompanhamento de preços e possíveis pressões inflacionárias. A taxa de juros para os próximos 45 dias só será conhecida nesta quarta-feira.

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