Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

IOM: mais de 3,5 mil imigrantes morrem na travessia do Mediterrâneo

Dados divulgados nesta terça-feira pela Organização Internacional para Migração (IOM, sigla em inglês) revelam que 2.373 imigrantes e refugiados morreram nos oito primeiros meses deste ano na tentativa de atravessar o Mar Mediterrâneo para chegar à Europa.

Terça, 25 de Agosto de 2015 às 08:28, por: CdB
Por Redação, com ABr - de Londres/Genebra: Dados divulgados nesta terça-feira pela Organização Internacional para Migração (IOM, sigla em inglês) revelam que 2.373 imigrantes e refugiados morreram nos oito primeiros meses deste ano na tentativa de atravessar o Mar Mediterrâneo para chegar à Europa. O número de mortos registrado no mesmo período em 2014 foi 2.081. Nos últimos 12 meses, o total de imigrantes que morreram quando tentavam chegar a países como a Itália, Grécia e Espanha pelo mar chega a 3.573, média de quase dez mortes por dia.
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Guarda costeira italiana resgata imigrantes no Mediterrâneo
De acordo com a IOM, nos últimos cinco dias foram registradas sete mortes de imigrantes em águas gregas, incluindo um jovem somali de 14 anos. Na última sexta-feira, foram localizados próximo da Grécia os corpos de um homem sírio, de 30 anos, e dois iraquianos, com idade entre 23 e 30 anos. Com os dois iraquianos, segundo a IOM, foram encontrados 4 mil euros. A Guarda Costeira da Grécia tenta agora localizar as famílias dos iraquianos para devolver o dinheiro. Segundo a organização internacional, do total de mortes no Mar Mediterrâneo em 2015, 2.267 ocorreram na rota central, do Norte da África para a Itália e Malta, 83 na rota oriente, da Turquia para a Grécia, e 23 na ocidental, da África para a Espanha, incluindo as Ilhas Canárias. Após conversas com representantes da Guarda Costeira da Grécia, a avaliação da Organização Internacional para Migração é que o número de mortes na travessia do Mar Mediterrâneo aumente até o final do ano, devido à previsão de piora nas condições meteorológicas para os próximos dias. No ano passado, do fim de agosto até o fim de dezembro, mais de 1,2 mil imigrantes morreram no Mar Mediterrâneo, segundo dados da IOM. Com o crescimento do fluxo migratório e a piora das condições meteorológicas a partir dessa época do ano na região, a organização humanitária manifestou preocupação com o fato de que, no mesmo período de 2015, mais de 2 mil pessoas morram na travessia do  Mediterrâneo. Cerca de 4,4 mil imigrantes foram resgatados no Canal da Sicília, sábado e domingo, em um dos mais movimentados fins de semana para as operações de busca e salvamento no Mediterrâneo desde o início de 2015. De acordo com a IOM, na tentativa de condições melhores de sobrevivências, os imigrantes têm se arriscado na travessia do mar em botes de borracha, incapazes de navegar em mar aberto, e em barcos de pescas superlotados. “Em um caso, os socorristas salvaram cerca de 100 imigrantes em um bote que estava meio vazio”, diz nota divulgada pela organização. De acordo com diretor do Gabinete de Coordenação da OIM para o Mediterrâneo, Federico Soda, o mecanismo de salva-vidas que opera no Mediterrâneo conseguiu resgatar mais de 4 mil imigrantes. Os resgatados no mar estão sendo levados para os portos italianos de Messina, Palermo, Trapani e Lampedusa (Sicília), Vibo Valentia (Calábria), Cagliari e Taranto (Puglia). Entre os imigrantes há eritreus, somalis, sudaneses, da África Subsaariana, sírios e bengaleses. - Os fluxos migratórios para a Itália são mistos: há os que pedem asilo, bem como imigrantes vulneráveis, incluindo as mulheres vítimas de tráfico e os menores não acompanhados, além de grande número de pessoas em busca de trabalho. Independentemente da nacionalidade, todas essas pessoas devem ser tratada individualmente para determinar o seu estatuto - ressaltou Federico Soda, em nota. Macedônia Até 3 mil refugiados devem atravessar a fronteira da Macedônia diariamente nos próximos meses, liderados por sírios que fogem da guerra e cidadãos de países vizinhos, informou a agência de refugiados da Organização das Nações Unidas nesta terça-feira. - Não vemos nenhum fim no fluxo de pessoas nos próximos meses - disse Melissa Fleming, porta-voz-chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), citando a contínua violência no Iraque e Síria e "condições precárias" para os refugiados sírios na Turquia, Jordânia e Líbano. Os 28 Estados membros da União Europeia devem garantir uma "distribuição equitativa" de pessoas que buscam asilo, disse durante entrevista coletiva a jornalistas em Genebra. - Honestamente acreditamos que se medidas corretas forem tomadas, isto é algo que a Europa pode lidar.  
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