Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Investir na saúde sexual feminina é economicamente vantajoso

Terça, 03 de Fevereiro de 2004 às 22:17, por: CdB

O investimento na saúde sexual e reprodutiva das mulheres é vantajoso do ponto de vista econômico e poderia salvar muitas vidas por ano, afirmou na terça-feira uma importante especialista da área.
 
A médica Sharon Camp, presidente do Instituto Alan Guttmacher (AGI), voltado para a promoção da saúde da mulher, disse que vai disponibilizar atendimento de saúde para 200 milhões de mulheres carentes no mundo custaria cerca de US$ 3,9 bilhões, mas evitaria 1,5 milhão de mortes de mães e crianças.

O investimento poderia impedir a gravidez indesejada em 52 milhões de mulheres e evitar que 505 mil crianças perdessem suas mães, segundo um novo relatório divulgado pelo Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA) e da AGI.
 
- O investimento possui um impacto de longo prazo no desenvolvimento - afirmou Camp em uma entrevista coletiva.

Mas os países ricos, particularmente os EUA, não cumpriram as promessas de contribuição feitas em 1994 em uma conferência realizada no Cairo (Egito) sobre populações e desenvolvimento.

- Como resultado, estamos perdendo terreno em alguns países - acrescentou Camp.

O relatório é o primeiro estudo do tipo a reunir as pesquisas dos últimos 25 anos a respeito dos investimentos em programas de saúde sexual e reprodutiva. Os países desenvolvidos estão gastando apenas metade do que prometeram na conferência do Cairo. Desde então, porém, aumentou a demanda por atendimento, incluindo aí a distribuição de contraceptivos, a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e os gastos com a saúde das mães e de seus filhos.

- Nosso relatório deixa claro que a comunidade mundial pode arcar com esse investimento adicional - afirmou Camp.

- O dinheiro investido nos serviços de saúde sexual e reprodutiva será revertido em muito mais dinheiro - afirmou Thoraya Obaid, diretora-executiva da UNFPA.

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