(1’46” / 415 Kb) - A Copa do Mundo de 2014 inicia contagem regressiva com problemas trabalhistas e greves nas obras dos estádios. Há mil dias para o evento, operários do Maracanã, no Rio de Janeiro, e do Mineirão, em Belo Horizonte, estão paralisados.
Os trabalhadores realizam a segunda greve no Maracanã, iniciada no dia 1º de setembro. Para o secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Rio de Janeiro, Paulo César Monico, a greve se deve ao não cumprimento, por parte das empreiteiras, dos acordos feitos na primeira paralisação.
“A situação continua ruim, problema de assistência de saúde que foi prometido e não foi cumprido, [pagamentos de] horas extras que não foram aplicados, comida que continua ruim, estragada”.
O Tribunal Regional do Trabalho analisa um recurso que questiona a legalidade da greve dos operários do Maracanã.
No estádio do Mineirão, essa também é a segunda paralisação. Os operários pedem aumento nos salários, melhorias das condições de trabalho e dos benefícios.
A cidade de Belo Horizonte foi escolhida para o lançamento da contagem regressiva para a Copa, pois as obras do estádio Mineirão são as mais adiantadas. No evento, realizado na sexta-feira (16), a presidenta Dilma Rousseff discursou sobre a importância dos investimentos para o Mundial.
“Continuar investindo pesadamente em obras de infraestrutura é parte da nossa estratégia para garantir que o Brasil mantenha o desenvolvimento em ritmo adequado”.
O orçamento de obras para a Copa está estimado em R$ 23,4 bilhões, segundo o Portal da Transparência. Porém, a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base calcula o valor total em R$ 112 bilhões.
De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.
16/09/11