Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

Investimentos estrangeiros superam de longe as expectativa do BC

O Brasil registrou em dezembro do ano passado um déficit em transações correntes de US$ 2,922 bilhões, o que levou as contas externas brasileiras a encerrarem o ano com um déficit de US$ 28,3 bilhões, no primeiro resultado negativo anual desde 2002. (Leia Mais)

Segunda, 26 de Janeiro de 2009 às 10:07, por: CdB

O Brasil registrou em dezembro do ano passado um déficit em transações correntes de US$ 2,922 bilhões, o que levou as contas externas brasileiras a encerrarem o ano com um déficit de US$ 28,3 bilhões, no primeiro resultado negativo anual desde 2002. O dado, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, veio em linha com o esperado pelo mercado, mas os investimentos diretos superaram os prognósticos da própria autoridade monetária. Os investimentos estrangeiros diretos no país somaram US$ 8,117 bilhões no mês passado, frente a uma projeção de US$ 3,1 bilhões feita pelo BC há um mês. Em dezembro de 2007, esses investimentos foram de US$ 886 milhões.

Em 2008 como um todo, esses investimentos no país somaram US$ 45,060 bilhões, um recorde histórico, frente a um fluxo de US$ 34,585 bilhões de 2007. No mês passado, as remessas líquidas de lucros e dividendos somaram US$ 3,146 bilhões, pouco acima dos US$ 3,120 bilhões remetidos em dezembro de 2007. No acumulado de 2008, as remessas totalizaram US$ 33,875 bilhões, ante US$ 22,435 bilhões em 2007.

Analistas consultados pela agência inglesa de notícias econômicas Reuters Estimates esperavam um déficit em conta corrente de US$ 2,85 bilhões em dezembro, de acordo com a mediana de 10 projeções. As estimativas variaram de um déficit de US$ 2 bilhões a um déficit de US$ 3,8 bilhões.

Em dezembro de 2007, as contas externas brasileiras tiveram um déficit de US$ 498 milhões. Naquele ano, como um todo, a conta fechou com saldo positivo de US$ 1,551 bilhão. Em 12 meses até dezembro, o déficit em transações correntes correspondeu a 1,78% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 1,65% do PIB em 12 meses até novembro.

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