Rio de Janeiro, 21 de Outubro de 2026

Investimento externo aumenta, déficit idem

Quinta, 21 de Agosto de 2008 às 09:17, por: CdB

O investimento estrangeiro direto no Brasil (IED), que caracteriza o interesse duradouro do investidor na atividade produtiva do empreendimento e gera empregos, chegou a US$ 3,240 bilhões em julho e acumulou US$ 19,942 bilhões em sete meses. A projeção do Banco Central (BC) é que o país receba US$ 35 bilhões no ano em IED. De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira, pelo Banco Central, em julho de 2007, o IED foi maior: US$ 3,613 bilhões. No acumulado de janeiro a julho de 2007, o saldo também era maior: US$ 24,466 bilhões.

Transações correntes

O BC divulgou também o fato de o Brasil registrar, em julho, um déficit em transações correntes de US$ 2,111 bilhões, ante déficit de US$ 719 milhões no mesmo período do ano passado.

O déficit ficou abaixo dos US$ 2,8 bilhões projetado pelo BC para o mês, mas superou o prognóstico de 21 analistas levantado em sondagem da agência inglesa de notícias Reuters, de US$ 1,8 bilhão. As remessas líquidas de lucros e dividendos, conta que tem pressionado o resultado das transações correntes nos últimos meses, somou US$ 3,138 bilhões em julho, frente a US$ 2,103 bilhões no mesmo período do ano passado.

PIB

De janeiro a julho, o déficit em transações correntes totalizou US$ 19,512 bilhões, pouco abaixo do déficit estimado pelo BC para todo o ano, de US$ 21 bilhões. Em 12 meses até julho, o déficit correspondeu a 1,41% do Produto Interno Bruto (PIB), ante déficit de 1,32% do PIB em 12 meses até junho.

Os investimentos estrangeiros diretos no país somaram US$ 3,240 bilhões no mês passado, ante US$ 3,613 bilhões em julho do ano passado. Os investimentos em ações e títulos de renda fixa totalizaram US$ 4,615 bilhões, frente a US$ 7,570 bilhões há um ano.

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