Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

Investimento da Petrobras Biocombustíveis cresce mesmo com crise

Terça, 25 de Novembro de 2008 às 17:07, por: CdB

Na contramão da crise financeira mundial, o orçamento para os investimentos da Petrobras Biocombustíveis deve aumentar, de acordo com o diretor da estatal criada este ano, Fernando Cunha.

Segundo ele, o orçamento inicial de 1,5 bilhão de dólares para o período 2008-2012 deve ser revisado para cima no novo plano de negócios da Petrobras para o período 2009-2013, previsto para ser divulgado no próximo mês.

- A Petrobras acabou de criar um empresa e se nós diminuirmos o orçamento de investimento não tem muito sentido criar a empresa. Ela criou uma empresa para a atividade de biocombustíveis crescer, e para isso vamos precisar de mais dinheiro - disse Cunha a jornalistas, após participar do 10° Congresso de Agribusiness, no Rio de Janeiro.

- A crise é transitória, não podemos parar, a vida continua...Vamos olhar a crise com cautela, mas nós queremos crescer independentemente de crise - adicionou o executivo.

A Petrobras Biocombustíveis possui 3 plantas operando no Brasil e analisa a construção de uma quarta unidade, prevista para o Nordeste brasileiro.

A carteria da estatal tem ainda projetos para a contrução de unidades de biocombustíveis no exterior e a empresa tem estudos para plantas na Colômbia, Angola e Portugal.

- Aglutinamos carteiras das áreas internacional, abastecimento e gás e energia. A carteira previa projetos fora do país. Eram projetos,mas não avançaram. Continuam lá no portifólio - afirmou o executivo da Petrobras.

Ele acrescentou que a Petrobras Biocombustíveis já está diversificando a matéria-prima usada nas 3 plantas já instaladas. As unidades usam, além da soja, insumo principal para a fabricação de biodiesel no país, outras oleaginosas como girassol e dendê.

- Queremos desenvolver novas fontes, como pinhão manso e mamona. Não podemos ficar presos só a soja. Queremos fontes que não concorram com a produção alimentar (como é o caso da soja) - declarou o executivo, que alertou que nos próximos dez anos a soja continuará como a principal fonte para a produção de biocombustível no Brasil.

- O que existe hoje no Brasil é soja. É desejável não concorrer com alimentos. Nós e outros agentes vão se voltar para outras fontes. Só 18% da soja vira óleo... é preciso uma produção mais intensiva de outras fontes e o pinhão manso , que tem alta produtividade, deve ser o futuro - concluiu.

Tags:
Edições digital e impressa