Dois policiais militares apontados em diversos telefonemas ao Disque-Denúncia como participantes da chacina que vitimou 30 pessoas na noite entre quinta e sexta-feira nos municípios de Nova Iguaçu e Queimados prestaram depoimento na Delegacia de Homicíidio da Baixada Fluminense.
Segundo os investigadores, os dois são muito parecidos com os retratos-falados divulgados nesta sexta-feira. A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública não confirma o nome dos policiais detidos. As casas dos policiais foram vasculhadas neste sábado, por investigadores da Delegacia de Homicídios, em cumprimento aos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.
De acordo com o chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, na casa de um deles foi apreendida uma pistola calibre 380, o mesma modelo usado na chacina. Na residência do outro policial, os investigadores encontraram uma motocicleta sem placa. O chefe de Polícia Civil informou que vai solicitar ao Comando Geral da PM a prisão administrativa, por 72 horas, dos dois policiais . A medida, explicou Lins, tem o objetivo de convencer as testemunhas a participarem de uma sessão de reconhecimento, o que deve acontecer ainda neste sábado.
O secretário de Segurança Pública dos Estado do Rio, Marcelo Itagiba, determinou ao delegado Paulo Souto, subsecretário de Planejamento e Integração Operacional, que todas as testemunhas do massacre de 30 pessoas, ocorrido nos municípios de Queimados e em Nova Iguaçu, sejam imediatamente localizadas e recebam proteção policial. Paulo Souto está coordenando as investigações sobre a chacina.
As medidas para garantir a proteção das testemunhas e as estratégias para identificar e prender os assassinos estão sendo discutidas, neste sábado, numa reunião entre chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, o subsecretário de Operações Especiais, Paulo Souto, o delegado de Homicídios, Rômulo Vieira, e o coordenador da Polícia Civil na Baixada Fluminense, Wilson Raimundo. A reunião é fechada á imprensa e está sendo realizada na Delegacia de Homicídios da Baixada.
Sexta-feira, a polícia fez uma busca na casa de dois policiais do Batalhão da PM de Queimados, suspeitos de participar da chacina. Nada foi encontrado que pudesse ajudar nas investigações, mas os policiais passarão por teste de reconhecimento junto às testemunhas.