Rio de Janeiro, 14 de Outubro de 2026

Investigações sobre morte de juíza no Rio de Janeiro terão acompanhamento de uma comissão do CNJ

Terça, 16 de Agosto de 2011 às 12:24, por: CdB

Luana Lourenço

Repórter da Agência Brasil
 

Brasília - Uma comissão de juízes designados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai acompanhar a investigação da morte da juíza Patrícia Lourival Acioli, ocorrida na última sexta-feira (12) no Rio de Janeiro. A comissão, presidida pelo secretário-geral do CNJ, Fernando Florido, chegou hoje (16) à capital fluminense.

O grupo vai se reunir com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manuel Alberto Rebêlo dos Santos e com o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, de acordo com o CNJ. Em seguida, os juízes vão visitar o Fórum de São Gonçalo, onde a juíza trabalhava, para conversar com colegas de trabalho da magistrada.

Amanhã (17), a comissão visitará Tribunal Regional Federal da 2ª Região e a Divisão de Homicídios da Polícia do Rio de Janeiro. O grupo terá 30 dias para apresentar um relatório sobre o caso e apontar sugestões para as investigações. Os três juízes terão acesso ao inquérito policial.

Na sessão plenária de hoje (17), o CNJ adiou a decisão sobre um pedido de proteção para uma juíza de Pernambuco, que atualmente é escoltada por policiais militares, mas atua em investigações de crimes da corporação. A juíza solicita a intervenção do CNJ para que sua segurança seja feita pela Polícia Civil e Polícia Federal. O ex-conselheiro do CNJ Ives Gandra havia concedido uma liminar para a magistrada e, na votação de hoje, o plenário deveria decidir pelo acolhimento ou rejeição da liminar, mas a análise foi adiada após pedido de vista de um dos conselheiros.

De acordo com levantamento do CNJ, pelo menos 100 juízes estão sob ameaça em todo o país. Menos da metade têm escolta policial.

 

Edição: Aécio Amado
 

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