Investigação aponta união de facções criminosa do Rio e São Paulo
Facção criminosa que controla pontos de venda de droga no Rio fez uma aliança com uma quadrilha que atua nos presídios de São Paulo para tentar recuperar os territórios pacificados.
O governador Sérgio Cabral reafirmou que o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) irá continuar
Facção criminosa que controla pontos de venda de droga no Rio fez uma aliança com uma quadrilha que atua nos presídios de São Paulo para tentar recuperar os territórios pacificados. Segundo reportagem publicada na revista Veja. De acordo com a revista, a polícia descobriu o acordo graças ao depoimento de Rodrigo Prudêncio Barbosa, o Gordinho. Ele foi gerente do tráfico no Alemão e está preso em Bangu. Rodrigo Barbosa prestou depoimento para tentar a delação premiada.
Segundo a reportagem, o preso disse que no enfrentamento às UPPs, o Complexo da Penha é a trincheira preferida dos bandidos e que a facção apontou as armas para outras áreas, como o Chapéu Mangueira, na Zona Sul.
A Secretaria de Administração Penitenciária confirmou que Rodrigo Prudêncio Barbosa prestou depoimento à Polícia Civil no dia 10 de setembro. A Polícia Civil disse que não comentaria o caso para não atrapalhar as investigações.
O governador Sérgio Cabral reafirmou que o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) irá continuar e a Secretaria de Segurança confirmou que o Complexo da Maré vai receber uma unidade até março de 2014. Durante uma reunião com empresários, Cabral voltou a defender o projeto de pacificação das favelas.
- Temos a obrigação política de não permitir que esses legados sejam deteriorados. As UPPs vão continuar sendo instaladas sim e os territórios vão continuar sendo recuperados sim - disse o governador Sérgio Cabral.
Quase cinco anos depois da instalação da primeira UPP, a Polícia Militar ainda enfrenta resistência do tráfico, principalmente na Rocinha e nos Complexos da Penha e do Alemão. Desde agosto, três policiais morreram em confrontos com traficantes em áreas de UPPs. Na Rocinha, vários tiroteios assustaram os moradores. O policiamento foi reforçado na comunidade com apoio do Batalhão de Choque e da Companhia de Ação com Cães. No Complexo da Penha, a UPP recebeu ajuda do Bope.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública reafirmou que o compromisso de implantação de 40 Unidades de Polícia Pacificadora até o fim de 2014 e negou mudanças no calendário. No Complexo da Maré será instalada uma das maiores UPPs no primeiro trimestre de 2014.
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