A economia dos Estados Unidos cresceu no terceiro trimestre pela primeira vez em um ano, à medida que os gastos dos consumidores e investimentos na construção de moradias se recuperaram, mostraram dados nesta quinta-feira, encerrando extraoficialmente a pior recessão em 70 anos. O Departamento de Comércio, na sua primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano do terceiro trimestre, informou que a economia cresceu em uma taxa anual de 3,5%, ritmo mais rápido desde o terceiro trimestre de 2007, após contração de 0,7% no período de abril a junho.
O ritmo de crescimento do PIB, que mede a produção total de bens e serviços dentro do território do país, ficou acima das expectativas do mercado de 3,3%. A última vez que a economia apresentou expansão foi no segundo trimestre de 2008.
Ainda nesta quinta-feira, segundo relatório da autoridade norte-americana, o número de trabalhadores norte-americanos pedindo auxílio-desemprego diminuiu em mil na semana passada. Os pedidos iniciais caíram para o patamar com ajuste sazonal de 530.000 na semana encerrada em 24 de outubro, informou o Departamento de Trabalho nesta quinta-feira. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam uma queda para 521 mil, ante 531 mil na semana anterior.
Reação das bolsas
As Bolsas europeias operavam em alta nesta quinta-feira, como reflexo do otimismo com que os investidores receberam o crescimento de 3,5% do PIB norte-americano. Às 11h12 (em Brasília), a Bolsa de Londres estava em alta de 0,65%, indo para 5.113,20 pontos no índice FTSE 100; a Bolsa de Frankfurt subia 1,09% no índice DAX, para 5.555,98 pontos; a Bolsa de Zurique tinha alta de 0,29%, indo para 6.298,39 pontos no índice Swiss Market; a Bolsa de Paris registrava alta de 1,23% no índice CAC 40, para 3.708,85 pontos; a Bolsa de Madri estava em alta de 1,63%, com 1.212,99 pontos no índice Madrid General; e a Bolsa de Amsterdã tinha alta de 1,56%, com 308,03 pontos no índice AEX General.
Segundo o Departamento do Comércio, os gastos dos consumidores americanos tiveram crescimento de 3,4% entre julho e setembro, revertendo a queda de 0,9% no segundo trimestre. Dados sobre consumo são acompanhados com atenção por analistas e investidores, uma vez que o consumo responde por cerca de dois terços de toda a atividade econômica do país.
A produção de veículos, por sua vez, contribuiu com 1,66 p.p. (ponto percentual) para o ritmo de crescimento da economia dos EUA no trimestre passado, depois de uma contribuição mínima, de 0,19 p.p. entre abril e junho.
Na Europa, no entanto, a montadora alemã Volkswagen informou que seu lucro líquido caiu 86% no terceiro trimestre, para 172 milhões de euros (US$ 254,5 milhões). O grupo petroleiro britânico Royal Dutch Shell, por sua vez, anunciou uma queda de 62% de seu lucro líquido no terceiro trimestre, para US$ 3,247 bilhões.