Sequer a notícia de que a crise está mais fraca do que se pensava nos EUA impediu que os investidores começassem a realizar lucros antes da sexta-feira e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que subiu quase 3% nos últimos dias, recuava 1,54%, aos 56.875 pontos, no início da tarde desta quinta-feira. O giro financeiro estava em R$ 1,67 bilhão. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sofre queda de 0,70%. O dólar comercial era vendido a R$ 1,885, em alta de 1,28% sobre a cotação da véspera.
Os números da atividade industrial paulista também animava os investidores. O setor manteve-se em expansão no início do segundo semestre, embora ainda abaixo dos patamares de antes da crise. O Índice de Nível de Atividade (INA) subiu 2% em julho sobre junho, segundo dados com ajuste sazonal divulgados nesta quinta-feira pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Sem ajuste, houve alta de 4%. Na comparação com julho de 2008, a atividade contraiu 9,4%. No ano até julho, o INA acumula baixa de 12,8%. A Fiesp revisou para cima o dado de junho para alta de 2,7% contra maio, com ajuste sazonal, ante leitura preliminar de alta de 2%.
As horas trabalhadas na produção cresceram 1% e queda de 9,9%, respectivamente, enquanto as vendas reais da indústria subiram 3,1% no comparativo com junho e 1,9% ante julho de 2008.
Fiesp
O Sensor Fiesp, indicador que aponta a percepção dos empresários sobre as perspectivas da economia, apontou piora na segunda quinzena deste mês. O índice atingiu 53,5 pontos, contra 55,9 pontos verificados na primeira quinzena de agosto. O sensor varia entre 0 e 100 pontos e números acima de 50 indicam otimismo. Entre os cinco subitens do Sensor, o que apresenta maior valor é o de mercado (64,1 pontos), seguido por vendas (57,1), emprego (54,5), investimentos (49,4) e estoque (42,3).