Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Invasões do MST devem aumentar no Pontal do Paranapanema

O dirigente sem-terra José Rainha Júnior não descarta ampliar as ações na região do Pontal do Paranapanema, principal foco de conflito agrário no Estado. O "janeiro quente" do MST já invadiu 37 fazendas desde a semana passada no interior de SP. O objetivo é pressionar o governo do Estado a retomar 92,6 mil hectares de terras declaradas terras públicas pelo STJ.

Segunda, 17 de Janeiro de 2011 às 10:32, por: CdB
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O dirigente sem-terra José Rainha Júnior não descarta ampliar as ações na região do Pontal do Paranapanema, principal foco de conflito agrário no Estado. Segundo Rainha, grupos ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e a organizações como Uniterra e MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) invadiram 37 fazendas desde a semana passada no interior de SP. O líder sem-terra chamou a mobilização de "janeiro quente".  Famílias de sem-terra vindas de todos os lugares do país ocupam desde domingo barracos erguidos numa estrada vicinal que liga o município de Teodoro Sampaio à destilaria Alcídia, do Grupo Odebrecht, no Pontal do Paranapanema, no oeste do Estado de São Paulo. De acordo com a direção do MST, ao todo são cerca de 150 famílias no local. Aos poucos elas foram chegando e armando as barracas com lonas e pedaços de madeira. O acampamento faz parte de um conjunto de ocupações simultâneas, numa tentativa de pressionar o governo do Estado a retomar 92,6 mil hectares de terras declaradas terras públicas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A informação é de José Rainha Júnior, um dos líderes da luta pela terra no país. – Essas terras têm de ser destinadas para a reforma agrária –, disse Rainha, referindo-se a área explorada por usineiros de cana-de-açúcar e por pecuaristas. Ele acredita que a ocupação vá crescer ainda mais nesses próximos dias, devendo reunir entre mil e l.500 famílias. Rainha defende a participação do governo federal no processo de retomada pelo governo do Estado. Segundo a Polícia Militar, outras duas fazendas foram ocupadas no fim de semana, uma no município de João Ramalho e outra em Presidente Bernardes.
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