A interferência de sinais de rádio e de telefones celulares nas comunicações entre os controladores e os pilotos é uma rotina no Aeroporto de Congonhas. A informação foi dada pelo controladora de vôo Luana Morena Maciel Araújo aos parlamentares da CPI das Crise Aérea da Câmara.
Segundo ela é comum entrar música ou ligações a cobrar na frequência em que os pilotos e os controladores conversam, o que obriga os profissionais a trabalhar com frequências alternativas.
— São rádios - se são piratas, a gente não sabe - e telefonia celular, que os pilotos reportam [informam] para a gente e a gente também ouve quando está trabalhando —, disse.
Ela destacou que a interferência dificulta a comunicação com os pilotos.
— Tentamos resolver na hora trocando a freqüência —, contou.
A controladora Ziloá Miranda Pereira disse que o problema melhorou há um mês, mas continua.
— Atrapalha, porque às vezes o piloto não consegue perceber a nossa instrução! —, disse.
Perguntada se essas interferências poderiam oferecer risco de à segurança ela afirmou que “se não houver providências, sim”.
Ela explicou que cada console [monitor] usado pelos controladores tem uma frequência principal e uma alternativa, e explicou que o procedimento nos contatos com os pilotos é informar a frequência alternativa para o caso de haver problemas com a principal.
— Com esse problema de rádio pirata, celular, a gente pede para mudar , para continuar a operar —, revelou.
O relator da comissão, deputado Marco Maia (PT-RS) informou, depois de ouvir os depoimentos, que a CPI deverá tomar medidas para diminuir o problema denunciado pelas controladoras.
— Vamos recomendar ao governo uma fiscalização maior do espaço de São Paulo no que diz respeito a essas interferências de outras frequências nos rádios dos controladores de vôo —, avisou.
Interferência de rádio e de celular é rotina nas comunicações em Congonhas, diz controladora
Quinta, 09 de Agosto de 2007 às 13:20, por: CdB