Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Interferência da Otan pode acirrar a tensão na Ucrânia

A Ucrânia pediu a ajuda da União Europeia e da Otan para tentar resolver a crise que se instalou no país, especialmente na região leste. O governo de Kiev acusa a Rússia de ter enviado uma força militar para o país. Os ucranianos afirmam que existem tanques de guerra russos circulando por cidades como Novoazovsk.

Sexta, 29 de Agosto de 2014 às 08:38, por: CdB
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Rússia alertou União Europeia sobre possível movimentação de tropas da Otan nas fronteiras russas
A Ucrânia pediu a ajuda da União Europeia e da Otan para tentar resolver a crise que se instalou no país, especialmente na região leste. O governo de Kiev acusa a Rússia de ter enviado uma força militar para o país. Os ucranianos afirmam que existem tanques de guerra russos circulando por cidades como Novoazovsk. A Otan também acusa o governo de Moscou de interferência na questão e diz que mais de mil soldados russos estão no leste ucraniano. No entanto, nenhuma prova foi apresentada. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, negou as acusações e garantiu que nenhum apoio logístico, econômico ou militar está sendo fornecido para os rebeldes que são contrários às atuais autoridades ucranianas. A chanceler alemã, Ângela Merkel, afirmou nesta quinta-feira que a União Europeia vai discutir sobre a imposição de mais sanções contra a Rússia, durante a cúpula especial que será realizada neste sábado (30). Em uma coletiva de imprensa, Merkel também abordou a suposta entrada do exército russo no território da Ucrânia. Ela disse esperar um posicionamento de Putin sobre a questão. No entanto, embora a Alemanha, assim como os outros membros da União Europeia, estejam nos últimos dias falando sobre uma resolução negociada para o conflito ucraniano, muito pouco têm contribuído para isto. Ao contrário, a União Europeia incentivou a tomada de poder pelas autoridades atuais, o que gerou grande revolta em parte da população e culminou nos distúrbios que perduram até hoje. Além disso, a imposição das sanções à Rússia, não só acirra a tensão na região como prejudica os próprios trabalhadores dos países membros da União Europeia. A agora, a possível movimentação de tropas da Otan pode deixar a situação ainda mais grave. O governo russo já alertou os governantes ucranianos, assim como os líderes da União Europeia, que qualquer movimentação de tropas da Otan ou de algum país nas fronteiras russas será contraproducente para a paz. Putin também lembrou que ao invés disso, a Ucrânia deveria abrir diálogo com a população contrária ao governo, esta sim, a única medida capaz de resolver a questão de forma definitiva. “Kiev deve começar negociações fundamentais, não técnicas. O governo ucraniano fala uma linguagem de ultimatos, para a qual a população não está preparada a assimilar”.  
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