– Ideias inovadoras têm surgido e vão marcar o próximo período do setor educacional do Mercosul.
Com esta afirmação, o ministro da Educação, Fernando Haddad, abriu a 39ª reunião de ministros do Mercosul, na manhã desta sexta-feira, no Rio de Janeiro.
– Algumas ações, como na área de intercâmbio educacional, já devem surtir efeito em curto prazo –, disse Haddad, no Palácio do Catete, na Zona Sul da cidade.
Na visão do ministro, o futuro da educação passa pela cooperação regional.
Ao abrir a reunião, o ministro propôs uma referência, a ser explicitada no documento final do encontro, em homenagem a Nestor Kirchner, ex-presidente da Argentina [2003-2007], cuja morte completa um mês neste sábado.
A iniciativa foi saudada pelo ministro da Educação da Argentina, Alberto Sileoni, que agradeceu a solidariedade de todos os países do bloco.
– Foi uma cena comovente –, disse Sileoni, em alusão aos serviços fúnebres oficiais de Kirchner.
Sobre o tema do encontro, Sileoni, destacou que a América Latina tem encontrado caminho próprio a ser seguido no âmbito do ensino.
– Mais uma vez, ficou claro que nossos presidentes estavam juntos, como a mostrar o caminho comum que estamos percorrendo –, disse.
O ministro do Paraguai, Luis Riart, acredita que as propostas políticas foram fortalecidas para toda a região. Como ele, pensa Luis Garibaldi, diretor de ensino do ministério uruguaio. Segundo Garibaldi, o setor educacional do Mercosul estimula o desenvolvimento dos países que compõem o bloco.
Os ministros estão reunidos para debater a elaboração de um plano comum de desenvolvimento educacional para os países do Mercosul nos próximos cinco anos. Também participam da reunião representantes de Colômbia, Equador, Venezuela, Chile, Bolívia e Peru.
Foi apresentado um balanço do plano estratégico do setor educacional do bloco que vigorou nos últimos cinco anos. A avaliação demonstrou que o setor conseguiu avançar diante do que foi proposto em 2005.
Entre os projetos mais importantes implantados no período está o do Fundo de Financiamento do Setor Educacional do Mercosul (FEM) — é o primeiro fundo setorial de financiamento de todo o bloco. Até então, as ações eram financiadas por iniciativas pontuais de ministros dos países participantes e organismos internacionais.
– O fundo permite que os projetos tenham continuidade, independentemente da mudança de governos e de ministros –, explicou Leonardo Barchini, titular da assessoria internacional do Ministério da Educação.
Além disso, foi assinado o primeiro acordo com a União Européia para a criação de um programa de mobilidade do Mercosul e outro de formação de professores. Fóruns sociais também marcaram as ações do setor no período, com a participação de organizações não governamentais, sindicatos e associações estudantis.
No que diz respeito à educação básica, o destaque foi a realização do primeiro encontro do Parlamento Juvenil, que reuniu estudantes do ensino médio de seis países sul-americanos para debater propostas de melhoria da educação. Os participantes elaboraram documento, O Ensino Médio que Queremos, entregue aos integrantes do Parlamento do Mercosul (Parlasul).
reunião de 2008, os ministros firmaram acordo de criação e implementação de um sistema de acreditação (aceitação) de cursos de graduação, com o reconhecimento regional da qualidade acadêmica dos respectivos diplomas no Mercosul e em nações associadas. O projeto-piloto teve a adesão de seis países. Foram avaliados 68 cursos, nas área de agronomia, medicina e engenharia.
Também foram estruturadas ações nas áreas de educação em direitos humanos, ambiental, para a primeira infância, de jovens e adultos, profissional e tecnológica, a distância e de educação e diversidade. Elas devem estar consolidadas e estruturadas até 2015, segundo Barchini.
Intercâmbio é essencial para a educação
O ministro Fernando Haddad, abriu a 39ª reunião de ministros da educação do Mercosul, nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro.Segundo Haddad, o futuro da educação passa pela cooperação regional. Foi apresentado um balanço do plano estratégico do setor educacional do bloco que vigorou nos últimos cinco anos. A avaliação demonstrou que o setor conseguiu avançar.
Sexta, 26 de Novembro de 2010 às 12:50, por: CdB
– Ideias inovadoras têm surgido e vão marcar o próximo período do setor educacional do Mercosul.
Com esta afirmação, o ministro da Educação, Fernando Haddad, abriu a 39ª reunião de ministros do Mercosul, na manhã desta sexta-feira, no Rio de Janeiro.
– Algumas ações, como na área de intercâmbio educacional, já devem surtir efeito em curto prazo –, disse Haddad, no Palácio do Catete, na Zona Sul da cidade.
Na visão do ministro, o futuro da educação passa pela cooperação regional.
Ao abrir a reunião, o ministro propôs uma referência, a ser explicitada no documento final do encontro, em homenagem a Nestor Kirchner, ex-presidente da Argentina [2003-2007], cuja morte completa um mês neste sábado.
A iniciativa foi saudada pelo ministro da Educação da Argentina, Alberto Sileoni, que agradeceu a solidariedade de todos os países do bloco.
– Foi uma cena comovente –, disse Sileoni, em alusão aos serviços fúnebres oficiais de Kirchner.
Sobre o tema do encontro, Sileoni, destacou que a América Latina tem encontrado caminho próprio a ser seguido no âmbito do ensino.
– Mais uma vez, ficou claro que nossos presidentes estavam juntos, como a mostrar o caminho comum que estamos percorrendo –, disse.
O ministro do Paraguai, Luis Riart, acredita que as propostas políticas foram fortalecidas para toda a região. Como ele, pensa Luis Garibaldi, diretor de ensino do ministério uruguaio. Segundo Garibaldi, o setor educacional do Mercosul estimula o desenvolvimento dos países que compõem o bloco.
Os ministros estão reunidos para debater a elaboração de um plano comum de desenvolvimento educacional para os países do Mercosul nos próximos cinco anos. Também participam da reunião representantes de Colômbia, Equador, Venezuela, Chile, Bolívia e Peru.
Foi apresentado um balanço do plano estratégico do setor educacional do bloco que vigorou nos últimos cinco anos. A avaliação demonstrou que o setor conseguiu avançar diante do que foi proposto em 2005.
Entre os projetos mais importantes implantados no período está o do Fundo de Financiamento do Setor Educacional do Mercosul (FEM) — é o primeiro fundo setorial de financiamento de todo o bloco. Até então, as ações eram financiadas por iniciativas pontuais de ministros dos países participantes e organismos internacionais.
– O fundo permite que os projetos tenham continuidade, independentemente da mudança de governos e de ministros –, explicou Leonardo Barchini, titular da assessoria internacional do Ministério da Educação.
Além disso, foi assinado o primeiro acordo com a União Européia para a criação de um programa de mobilidade do Mercosul e outro de formação de professores. Fóruns sociais também marcaram as ações do setor no período, com a participação de organizações não governamentais, sindicatos e associações estudantis.
No que diz respeito à educação básica, o destaque foi a realização do primeiro encontro do Parlamento Juvenil, que reuniu estudantes do ensino médio de seis países sul-americanos para debater propostas de melhoria da educação. Os participantes elaboraram documento, O Ensino Médio que Queremos, entregue aos integrantes do Parlamento do Mercosul (Parlasul).
reunião de 2008, os ministros firmaram acordo de criação e implementação de um sistema de acreditação (aceitação) de cursos de graduação, com o reconhecimento regional da qualidade acadêmica dos respectivos diplomas no Mercosul e em nações associadas. O projeto-piloto teve a adesão de seis países. Foram avaliados 68 cursos, nas área de agronomia, medicina e engenharia.
Também foram estruturadas ações nas áreas de educação em direitos humanos, ambiental, para a primeira infância, de jovens e adultos, profissional e tecnológica, a distância e de educação e diversidade. Elas devem estar consolidadas e estruturadas até 2015, segundo Barchini.