A alta de preços pra consumidores da terceira idade tem sido menor nas últimas semanas, segundo a FGV
O índice de Intenção de Consumo das Famílias caiu 2,5%, fechando junho em 110,8 pontos. Na comparação com o mesmo mês de 2013, a queda chegou a 15,1%, de acordo com pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), divulgada nesta segunda-feira. Para os economistas da FecomercioSP, as altas taxas de inflação têm pressionado o orçamento doméstico.
"Além disso, o temor em relação ao futuro, provocado pelo crescimento mais modesto da renda, e a geração de empregos contribuem para segurar o consumo dos paulistanos”, informa a FecomercioSP, no relatório. A falta de água em alguns bairros, com a seca que atinge o abastecimento da capital paulista, e a ocorrência recente de paralisações no transporte público (ônibus e metrô) também justificam o mau humor atual dos paulistanos e contribuem para a redução no consumo.
De todas as categorias que fazem parte do indicador, apenas acesso ao crédito avançou de maio para junho (0,9%), atingindo os 133,7 pontos. A avaliação de momento para duráveis foi a que mais caiu (8,3%), aos 87,5 pontos, seguida do recuo de 3,8% da perspectiva de consumo, com os 103,8 pontos registrados em junho. O nível de consumo atual apresentou diminuição de 0,5% no período, batendo os 86 pontos.
O quesito emprego atual registrou queda de 1,5% e fechou junho com 125,9 pontos, o renda atual caiu 2,3%, ao alcançar 126,9 pontos, e o perspectiva profissional, com decréscimo de 2,9%, atingiu 112 pontos. Esses percentuais também contribuíram para a negatividade do índice. Para os próximos meses, a expectativa da FecomercioSP é que continue a tendência de declínio do índice, na medida em que não se percebe sinais de melhora no cenário econômico brasileiro em curto prazo, além de uma "ressaca" após a Copa do Mundo de Futebol.
Terceira idade
Ainda nesta segunda-feira, pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, subiu menos do que o Índice de Preços ao Consumidor para o total do país (IPC-BR), no resultado acumulado dos últimos doze meses (a taxa anualizada). Enquanto o IPC-BR subiu nos últimos doze meses 6,55%, o IPC-3i acumulou alta de 6,42%, resultado 0,13 ponto percentual menor.
Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2014, a taxa do IPC-3i caiu 0,60 ponto percentual, passando de 2,30% para 1,70%. Apesar da queda, a inflação para os consumidores da terceira idade foi maior no terceiro trimestre deste ano, quando comparada com o IPC-BR, que fechou o período abril, maio e junho com alta acumulada de 1,64%.
Quatro das oito classes de despesa componentes do IPC-3i registraram queda em suas taxas de variação do primeiro para o segundo trimestre do ano. A principal contribuição partiu do grupo alimentação, cuja taxa passou de 4,31% para 1,31%. O item que mais influenciou o comportamento desse grupo de despesa foi hortaliças e legumes, que variou -7,70%, no segundo trimestre, ante 30,42%, no anterior.
Também contribuíram para a queda do IPC-3i, do primeiro para o segundo trimestre do ano, os grupos educação, leitura e recreação (3,69% para 0,11%); transportes (1,59% para 0,76%); e despesas diversas (3,60% para 2,46%).
Para cada uma dessas classes de despesa, houve queda também nas passagens aéreas (16,95% para -22,58%), automóvel novo (2,34% para 0,84%) e cigarros (8,05% para -0,05%). Em contrapartida, três classes de despesa apresentaram acréscimo nas taxas de variação: saúde e cuidados pessoais (1,37% para 2,73%); vestuário (0,71% para 1,92%); e habitação (2,13% para 2,16%).
Já o grupo comunicação repetiu a taxa de variação registrada na última apuração, 0,19%. As principais influências para alta ou baixa partiram dos seguintes itens: tarifa de telefonia residencial (-0,51% para -0,10%) e pacotes de telefonia fixa e internet (1,52% para 0,54%).
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.