Polícia Federal de Alagoas prendeu, nesta quarta-feira, cinco líderes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), entre eles duas mulheres. Os integrantes tiveram a prisão decretada com base em dois inquéritos que apuram episódios ocorridos em março, durante uma invasão a prédios do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na capital alagoana. A ocupação durou 33 dias.
Na invasão, os sem terra incendiaram uma camionete usada pelo Incra. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) os acusa de terem saqueado um armazém do órgão. Na época, José Roberto da Silva, coordenador do MST no Estado e dirigente nacional do movimento, negou que tivesse havido saque, alegando que as cestas básicas armazenadas no local seriam mesmo distribuídas aos sem-terra.
Segundo advogado do MST, Daniel Nunes, os cinco sem-terra foram chamados à Polícia Federal para depor e, ao chegarem, já havia um mandado de prisão preventiva. Além de José Roberto Silva, foram presos também os sem-terra conhecidos como Hercílio, José Carlos Silva, Vânia e Maria do Ó. Eles foram encaminhados aos presídios Ciridião Durval e Santa Luzia, em Maceió. Um sexto sem-terra também teve a prisão decretada, mas não compareceu à PF e, por isso, não foi preso.