Rio de Janeiro, 16 de Março de 2026

Integração sul-americana está sem rumo, diz Hugo Chávez

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fez duras críticas ao processo de integração regional durante encontro de presidentes que participaram da 2ª Cúpula da Comunidade Sul-Americana de Nações. Chávez declarou que os presidentes sul-americanos precisam se sacudir e trazer idéias novas para o debate.

Domingo, 10 de Dezembro de 2006 às 09:03, por: CdB

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fez duras críticas ao processo de integração regional durante encontro de presidentes que participaram da 2ª Cúpula da Comunidade Sul-Americana de Nações.

- Não temos proposta, não sabemos aonde vamos", disse o líder venezuelano em seu discurso.

Chávez declarou que os presidentes sul-americanos precisam se sacudir e trazer idéias novas para o debate.

- Nossos discursos começam a cheirar a morfina. Vamos de cúpula em cúpula e nossos povos, de abismo em abismo.

O venezuelano afirmou não acreditar que a recém-criada Comunidade Sul-Americana de Nações (Casa) seja uma convergência entre a Comunidade Andina e o Mercosul.

- E mesmo que isso aconteça, seria a convergência de duas maquinarias que não servem para nada.

A Venezuela foi o último país a aderir ao Mercosul, formado também por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Em linhas gerais, Chávez cobrou decisão política e participação pessoal dos presidentes no processo de integração. Até o nome do grupo ele criticou: disse que Comunidade Sul-Americana de Nações não é adequado e o melhor seria União Sul-Americana de Nações (Unasul).

O presidente venezuelano também mencionou a Integração da Infra-Estrutura Regional da América do Sul (Iirsa).

- Eu era um crítico solitário do Iirsa. Era. Agora tenho companheiros - afirmou, referindo-se às críticas que os movimentos sociais, reunidos em cúpula paralela, fizeram ontem. Segundo ele, o Iirsa segue uma lógica "neocolonialista", criando plataforma logística para a exportação de recursos naturais.

Chávez disse que os líderes sul-americanos estão precisando de um "Viagra político". Ao mencionar a alegada falta de proposta, reconheceu que repetia uma hipótese levantada anteriormente pelo presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez.

Tags:
Edições digital e impressa