Rio de Janeiro, 17 de Abril de 2026

Insumos caros e falta de mão-de-obra prejudica mineradoras

A BHP Billiton, maior mineradora do mundo, declarou nesta quarta-feira que a escassez de trabalhadores e equipamentos de mineração pressiona a produção do setor em um momento em que aumenta a demanda mundial por commodities minerais. (Leia Mais)

Quarta, 26 de Abril de 2006 às 09:13, por: CdB

A BHP Billiton, maior mineradora do mundo, declarou nesta quarta-feira que a escassez de trabalhadores e equipamentos de mineração pressiona a produção do setor em um momento em que aumenta a demanda mundial por commodities minerais. A incapacidade de produzir maiores montantes de cobre, zinco, minério de ferro e outras matérias-primas industriais pode custar à BHP Billiton e a rivais, como a Rio Tinto, milhões de dólares em receitas perdidas, disseram analistas.

A BHP Billiton informou que os custos estão aumentando em todas as áreas, desde escavadeiras, custando mais de US$ 20 mil, ao diesel para aquecer as minas subterrâneas, sem nenhum alívio à vista.

"A falta de pessoal, equipamentos e suprimentos gerou oferta restrita de mão-de-obra e a dificuldade em conseguir equipamento de construção e perfuração, o que levou a aumento dos custos dos insumos", acrescentou a empresa.

O enfraquecimento do dólar norte-americano torna mais cara a compra de equipamentos e também pressiona gastos, afirmou a companhia. A BHP Billiton apontou principalmente os altos custos na Austrália e por seus negócios de petróleo e gás no Golfo do México, onde os custos "continuam a desafiar a capacidade da BHP de manter os projetos dentro do orçamento".

Todas as mineradoras internacionais estão se beneficiando da forte demanda mundial, principalmente da China, que tem impulsionado os preços dos metais a níveis recordes. A BHP Billiton divulgou resultado de produção trimestral misto, com aumento na produção de cobre e alumínio, enquanto a produção de petróleo e condensado recuou 12 por cento para 10,886 milhões de barris, pressionada pelo impacto dos furacões nos Estados Unidos.

Já a produção de minério de ferro também caiu 5% para 22,50 milhões de toneladas, depois de alagamentos em minas da companhia na Austrália devido a tempestades.

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