Vários instrutores americanos começaram a treinar 400 soldados colombianos em estratégias contra seqüestro, informaram nesta quarta-feira fontes governamentais.
A busca por "melhores resultados antes, durante e após um resgate" centra os treinamentos, com os quais o Governo do presidente Álvaro Uribe e o departamento americano de Estado abriram "formalmente" um recente convênio bilateral contra a prática de seqüestros.
O Ministério da Defesa informou que os soldados que recebem o treinamento pertencem ao Departamento Administrativo de Segurança (DAS, polícia secreta), à Procuradoria Geral e aos grupos anti-seqüestro das Forças Militares e da Polícia Nacional.
A ministra da Defesa, Marta Lucía Ramírez, admitiu que "o seqüestro é uma das principais ameaças à segurança dos colombianos". O país apresenta uma taxa histórica anual de quase 3.000 casos, a mais alta do mundo.
As autoridades atribuem a maioria dos seqüestros aos grupos armados ilegais, que têm nesse crime uma de suas fontes de financiamento.
Um dos principais objetivos do Governo em segurança é a luta contra os seqüestros, lembrou Ramírez, que acha que esse crime só pode ser combatido com a ação coordenada de todas as autoridades e com uma maior efetividade dos comandos de elite.
Essa efetividade depende de "capacitação e da provisão de recursos tecnológicos, com os quais contaremos de agora em adiante, graças à cooperação do governo americano", prosseguiu a ministra da Defesa.
Além dos treinamentos, o acordo bilateral prevê a "doação de equipamentos necessários para a busca e o resgate das vítimas".
A construção de um centro permanente de treinamento em um batalhão do Exército e a criação do chamado Sistema de Informação para a Tomada de Decisões sobre Seqüestro também fazem parte do convênio, que a parte americana administra de sua embaixada em Bogotá.
O Ministério da Defesa lembrou que Uribe considera esse sistema de informação como uma das "necessidades prioritárias para o fortalecimento da luta contra o seqüestro extorsivo na Colômbia".