O terceiro boletim de Conjuntura Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado, nesta terça-feira, aumentou previsão de inflação para 2007. A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano com alta de 4%. A projeção anterior, de junho, era de 3,4%. Para 2008, ela deve ficar em 4,3%.
— Nos últimos três meses nós tivemos surpresas negativas vindas pelo lado da inflação originada dos alimentos, que está sendo um problema para os bancos centrais do Brasil e do mundo. Os preços dos alimentos, que chegaram a registrar uma deflação durante alguns meses do ano passdo, nos últimos 12 meses já acumulam uma alta de 9% —, justificou o economista do Ipea, Fábio Giambiagi.
Segundo o instituto, a taxa básica de juros, a Selic, no último trimestre, deve ficar em 11,1%, contra a 10,7% do último boletim. De janeiro a dezembro, a Selic média fecharia em 12%, um pouco acima da projetada no último relatório, de 11,9%.
Fábio Giambiagi avaliou que a taxa de juros deve passar por um período de estabilização, retomando uma trajetória de queda a partir de meados do ano que vem. Em 2008, ela fecharia como a segunda menor desde a implantação do Plano Real.
— No ano que vem nós podemos ter uma taxa real que será a menor desde o início da estabilização, em 1994. Isso com exceção do ano de 2002, que não vale para a comparação, porque a taxa real de 6% observada naquela ocasião foi artificial, já que estava associada à aceleração muito forte da inflação no final do ano —, avaliou o economista.
A expectativa de câmbio no último trimestre sofreu redução de R$ 1,99 para R$ 1,95. O câmbio médio no ano, segundo o Ipea, deve ficar em R$ 2 (ante o resultado anterior de R$2,02).
Instituto eleva estimativa da inflação para 4% e cotação do dólar a R$ 1,95
Terça, 18 de Setembro de 2007 às 14:17, por: CdB