Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 2026

Inovio recebe autorização para testar em humanos vacina contra o zika

O laboratório farmacêutico Inovio e o parceiro GeneOne Life Sciences informou que receberam aprovação de reguladores norte-americanos para iniciar testes em humanos

Segunda, 20 de Junho de 2016 às 08:22, por: CdB

Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o zika como emergência de saúde pública global. O vírus foi associado à microcefalia, uma má-formação congênita em bebês

Por Redação, com agências internacionais - de Nova York/Londres:

O laboratório farmacêutico Inovio e o parceiro GeneOne Life Sciences informou que receberam aprovação de reguladores norte-americanos para iniciar testes em humanos para uma vacina contra o vírus zika.

A pesquisa em estágio inicial terá 40 pessoas saudáveis para avaliar segurança, tolerância e resposta imunológica geradas pela vacina GLS-5700.

zika-3.jpg
A pesquisa em estágio inicial terá 40 pessoas saudáveis para avaliar segurança, tolerância e resposta imunológica geradas pela vacina GLS-5700

– Planejamos dosar nossos primeiros indivíduos nas próximas semanas e esperamos relatar os resultados interinos da fase 1 posteriormente neste ano – disse o presidente-executivo da Inovio, Joseph Kim.

Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o zika como emergência de saúde pública global. O vírus foi associado à microcefalia, uma má-formação congênita em bebês.

Na semana passada, autoridades norte-americanas relataram três bebês nascidos com má-formações congênitas provavelmente ligadas ao zika.

O laboratório francês Sanofi provavelmente vai iniciar seus próprios testes de vacina em humanos no ano que vem.

Já a indiana Bharat Biotech é outra companhia que está na corrida para desenvolver uma vacina para a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Febre amarela

A Organização Mundial de Saúde (OMS) admitiu que a resposta à epidemia de febre amarela em Angola, que em seis meses matou cerca de 350 pessoas, levou pela primeira vez ao fim das reservas mundiais de emergência da vacina, sgeundo informou à Agência Brasil.

A informação faz parte de um recente relatório da OMS sobre a propagação da epidemia da doença em Angola  a outros países africanos, como a República Democrática do Congo (RDC) e Uganda.

A gestão das reservas mundiais de vacinas contra febre amarela, cólera e meningite, para situações de emergência, é assegurada pelo Grupo de Coordenação Internacional (ICG), criado por organizações internacionais como a OMS e o UNICEF em 1997.

– A resposta ao surto de Angola esgotou as reservas globais de 6 milhões de doses de vacina contra a febre amarela, duas vezes este ano. Isso nunca aconteceu antes. No passado, o ICG nunca usou mais de 4 milhões de doses para controlar um surto em um país – admite a OMS.

A organização recorda que até meados de junho, quase 18 milhões de doses da vacina contra a febre amarela foram distribuídas para campanhas de emergência em Angola, RDCongo (2,2 milhões) e Uganda (700 mil).

Tags:
Edições digital e impressa