Rio de Janeiro, 28 de Março de 2026

Início do Ramadã é marcado pela violência no Iraque

O início oficial do Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos, nesta segunda-feira, foi pontuado por focos de violência por todo o Iraque, incluindo-se um ataque a uma delegacia de polícia e o descobrimento de aparentes vítimas de ataques sectaristas na capital. (Leia Mais)

Terça, 26 de Setembro de 2006 às 10:07, por: CdB

O início oficial do Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos, nesta segunda-feira, foi pontuado por focos de violência por todo o Iraque, incluindo-se um ataque a uma delegacia de polícia e o descobrimento de aparentes vítimas de ataques sectaristas na capital. Um policial foi morto e seis ficaram feridos quando a delegacia de Musayyib, a cerca de 60 quilômetros ao sul de Bagdá, sofreu um pesado ataque, disse a polícia.

Seis carros se dirigiram ao local por volta das 8h30 da manhã e abriram fogo com metralhadoras contra o posto policial. Em seguida, os rebeldes completaram o ataque lançando morteiros, relatou o capitão Salah al-Maamouri. Os rebeldes não identificados fugiram antes que as tropas americanas chegassem. Por volta do mesmo horário, a sudeste de Bagdá, a polícia encontrou os corpos de dois homens com cerca de 30 anos. Eles foram alvejados diversas vezes na cabeça e seus pés e mãos estavam amarrados, disse o policial Bilal Ali Majeed.

Outros dois cadáveres foram encontrados a sudoeste da capital na noite anterior. Sete outros corpos foram levados ao necrotério de Kut, dos quais cinco estavam decapitados, outro sem as pernas e todos apresentavam sinais de tortura. Na vizinhança de Wahda, a leste da capital, três outros policiais foram feridos por um ataque a bomba, instalada em um veículo civil. Cerca de 115 quilômetros a oeste de Bagdá, em Ramadi, um homem-bomba conduziu um carro em direção a uma blitz policial. Sete policiais morreram e outros sete sofreram ferimentos leves, de acordo com fontes oficiais.

No parlamento, Adnan al-Dulaimi, chefe da maior facção sunita, pediu o fim da violência.

- Bagdá está vivendo uma crise. Temos de concordar com o fim do derramamento de sangue entre sunitas e xiitas - disse.

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