Rio de Janeiro, 02 de Outubro de 2026

Iniciante, José Betiol quer traçar caminho de sucesso como técnico

Sexta, 22 de Julho de 2011 às 05:22, por: CdB

Fabricio Cortinove Pelachine
Especial para o site da FPF

Ainda no início de carreira como treinador de futebol, José Antônio Betiol, de 37 anos, aproveita a chance de comandar o CAL Bariri na Segunda Divisão do Campeonato Paulista para adquirir um pouco mais de experiência na profissão. Esta é a segunda passagem de Betiol pelo CAL, a primeira aconteceu em 2009, último ano que o clube disputou este campeonato.

Goleiro durante os tempos de juniores, Betiol tentou ser jogador de futebol quando adolescente passando por peneiras em times como XV de Jaú, Novorizontino e Ponte Preta, este último aonde chegou a jogar nas categorias base. Na equipe de juniores campineira chegou a atuar com o zagueiro Andrei, ex-Palmeiras, Atlético de Madrid da Espanha, Fluminense, entre tantos outros clubes, até decidir não seguir a carreira futebolística em 1989.

Cursando o primeiro ano de Educação Física na FACOL (Faculdade Orígenes Lessa), o profissional do futebol já realizou trabalhos junto a uma escolhinha franqueada ao Guarani, no Nacional de Uberaba (MG) e no próprio CAL, quando acumulou funções na base e no profissional. Em 2009, comandando o time de juniores do clube de Bariri, conquistou a Copa Nacional de Marília de maneira invicta, maior conquista desde então como técnico.

FPF: Com a experiência que teve como goleiro nos juniores da Ponte Preta, como você analisa a importância desta posição para o futebol?
Betiol: Goleiro é uma posição máxima no futebol, pois é o único que tenta impedir aquilo que o torcedor, dirigente, treinador e jogador querem ver, que é o gol. Em minha opinião, o goleiro começa a ficar bom apenas depois dos 25 anos, época que melhorará fundamentos como o próprio reflexo. Hoje em dia fala-se muito em estatura, não que isso não seja importante, mas vejo a colocação como essencial, tanto que vi o Taffarel fazendo grandes exibições.

FPF:Você citou o nome do Taffarel, ele era o seu grande ídolo nos tempos que você queria ser jogador?
Betiol: Ele foi um dos grandes nomes que me espelhava, mas o que eu mais gostava era o Rodolfo Rodrigues, ex-Santos, que despertou o meu interesse para ir para o gol. Mas gosto muito também do Taffarel pelo seu senso de posicionamento e do Ronaldo, que era do Corinthians e tinha uma liderança muito grande dentro de campo.

FPF: Como surgiu o interesse em voltar ao mundo do futebol e virar treinador?
Betiol: O futebol é um esporte visto em todo o Brasil e como não tive a oportunidade de jogar entrei mais para ajudar os garotos que via que tinham dificuldades para entrar neste meio, como filhos de amigos meus. Acabava os levando para fazer testes e neste meio tempo conheci muitas pessoas e uma destas foi o João Sergio (presidente do CAL Bariri), que confiou no meu trabalho e como não tinha experiência neste ramo a sua confiança foi importante para iniciar nesta carreira, assim como Valter Ribas (ex-técnico do CAL), que apostou no meu retorno ao clube.

FPF: Qual foi a importância do título da Copa Nacional de Marília conquistada de maneira invicta em 2009 para a sua carreira?
Betiol: Foi um título importante, pois ganhamos projeção e na época eu estava como supervisor e o nosso treinador havia saído. Acabei assumindo e trabalhando com aquilo que tínhamos e os jogadores assimilaram bem. O time tinha uma boa qualidade e alguns jogadores daquela época estão no próprio CAL como o Valentin e o João Marcos, um goleiro muito bom que está subindo para o profissional.

FPF: Com as passagens pelo CAL, como você vê a importância deste clube para a sua carreira? 
Betiol: Esse time é muito importante, pois abriu as minhas portas e no futuro estou disposto a ajudá-lo. É um time muito querido e nesse ano tivemos uma responsabilidade maior, recebendo a torcida das cidades de Lençóis Paulista, onde o clube surgiu, Bariri, que é a nossa sede para jogar e Agudos que nos deu toda sustentação. Vamos analisar os erros cometidos neste ano para brigarmos pelo acesso no próximo.

FPF: Em qual treinador você se espelha para seguir no futebol?
Betiol: A carreira de treinador é complicada, mas hoje admiro bastante o Muricy Ramalho, que fez grandes trabalhos demonstrando ser uma pessoa muito lúcida, e o profissional precisa ser assim hoje em dia. Gosto também do Walter Zaparolli, quem conheci em 2009 na época que estava no Osvaldo Cruz, profissional estilo Felipão no comando dos seus times e conhecido pelos acessos conquistados.

FPF: De que maneira você costuma se relacionar com as cidades em que trabalha?
Betiol: Gosto muito de participar em projetos sociais. Hoje temos garotos que podem não se tornar profissionais, mas sim um cidadãos. No próprio CAL participamos em projetos idealizados pelo clube na minha passagem anterior. Fazíamos o treino com o time sub 20 e depois ficávamos uma hora com garotos de rua, e isso é uma coisa muito importante já que sentíamos carências na cidade.

FPF: Quais são os seus planos para o futuro como técnico?
Betiol: Todos nós temos um sonho. O objetivo do jogador quando entra na categoria de base é ser profissional e depois ser da Seleção Brasileira, assim como de um técnico de comandar uma grande equipe. Hoje é muito difícil pela quantidade de profissionais, mas é o nosso sonho que faz querermos ter mais destaque no futuro e nos movimentarmos buscando esta experiência profissional.

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