Cerca de 200 manifestantes fizeram um protesto do lado de fora da residência do primeiro-ministro Tony Blair, em Londres, neste sábado, aos gritos de ``fim da ocupação''.
Eles se reuniram sob um cartaz com os dizeres: ``Iraque para os iraquianos''. ``Estamos pedindo a imediata retirada das tropas estrangeiras do Iraque'', disse Andrew Burgin, da Coalizão Pare a Guerra, que ajudou a organizar o ato.
Blair, que acabou de voltar de conversações com o presidente norte-americano George W. Bush, afirmou em entrevista à BBC que está comprometido com a entrega do poder aos iraquianos no dia 30 de junho e que a grande maioria dos iraquianos quer a democracia.
``Temos de fazer o que for necessário para que isso ocorra'', disse Blair. Segundo ele, as forças lideradas pelos EUA derrotarão os ``fanáticos, extremistas e terroristas'' e levarão democracia ao Iraque.
A Inglaterra tem a segunda maior força militar no Iraque, depois dos EUA, e foi aliada constante de Washington na guerra do Iraque.
A popularidade de Blair despencou depois da deposição do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein. O premiê enfureceu os críticos do partido Trabalhista, que afirmaram que ele superestimou a ameaça representada pelo Iraque.
Questionado se ele ainda iria para a guerra sabendo que não seriam encontradas armas de destruição em massa, Blair afirmou: ''Eu estaria exatamente na mesma posição.''