Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2026

Ingleses expulsam diplomatas líbios e reconhecem rebeldes como governo legítimo do país

A Grã-Bretanha vai reconhecer o rebelde Conselho Transicional Nacional como único governo legítimo da Líbia, disse o secretário de Relações Exteriores, William Hague, nesta quarta-feira.

Quarta, 27 de Julho de 2011 às 09:17, por: CdB
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A Grã-Bretanha vai reconhecer o rebelde Conselho Transicional Nacional como único governo legítimo da Líbia, disse o secretário de Relações Exteriores, William Hague, nesta quarta-feira. – Esta decisão reflete a crescente legitimidade do Conselho Transicional Nacional, a competência e o sucesso em chegar aos líbios ao redor do país – afirmou ele a repórteres. Hague disse que os diplomatas da Líbia que estão atualmente na Grã-Bretanha serão todos expulsos. – Nós estamos convidando o Conselho Transicional Nacional a nomear um novo enviado diplomático líbio para assumir a embaixada da Líbia em Londres – acrescentou Hague. Questionado sobre se Muammar Gaddafi deve ter permissão de continuar na Líbia, Hague afirmou que "a melhor solução é que ele saia, mas isso cabe ao povo líbio decidir". Ele disse que, em linha com uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, a Grã-Bretanha continua avaliando como descongelar ativos para apoiar rebeldes. – A pedido da Companhia de Petróleo do Golfo Arábico, uma petrolífera da Líbia, a Grã-Bretanha está pronta para disponibilizar 91 milhões de libras dos ativos da empresa na Grã-Bretanha – acrescentou Hague. Fim do prazo O líder rebelde da Líbia informou nesta quarta-feira que expirou a oferta de seu conselho de permitir que Muammar Gaddafi permanecesse no país desde que renunciasse primeiro. – Esta oferta não é mais válida – afirmou Mustafa Abdel Jalil a repórteres em Benghazi, cidade controlada por rebeldes. Abdel Jalil explicou que a oferta foi feita há um mês por meio do enviado da ONU Abdel Elah al-Khatib, com um prazo de duas semanas. Esse período já passou e a oferta não vale mais. Khatib visitou tanto Benghazi quanto Trípoli – reduto de Gaddafi – esta semana na tentativa de negociar o fim da guerra que continua apesar dos quatro meses de ataques aéreos da Otan. Khatib não deu nenhum detalhe sobre sua iniciativa, mas um diplomata disse que envolvia declarar cessar-fogo e criar um governo de poder compartilhado que não incluiria Gaddafi. Questionado sobre a ideia de um governo compartilhado, Abdel Jalil disse que era "risÌvel", mas não deu detalhes. Uma fonte rebelde afirmou que Khatib havia sugerido um conselho de poder compartilhado de cinco membros, incluindo dois fieis a Gaddafi e dois rebeldes. Entretanto, ele não tinha sugestões sobre quem poderia chefiar o conselho ou liderar o país.
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