A Grã-Bretanha começou a investigar, nesta terça-feira, a denúncia feita por um jornal de que funcionários do maior centro de imigração do país estavam concedendo vistos de permanência para estrangeiras atraentes em troca de sexo. Um ex-empregado do órgão contou ao tablóide The Sun que seus colegas no centro de Croydon, sul de Londres, usavam sua influência para seduzir candidatas bonitas, enquanto as imigrantes "feias" teriam seus pedidos de visto rejeitados.
- Há denúncias sérias e vou garantir que elas sejam totalmente investigadas. Lógico que não vou tolerar esse tipo de comportamento - afirmou o ministro do Interior do país, Tony McNulty, em um comunicado.
As acusações foram feitas por Anthony Pamnani, um ex-funcionário público no centro Lunar House, que recebe cerca de 300 mil pedidos de visto e de asilo todos os anos.
- Uma garota veio e nos contou que um funcionário havia visitado o flat dela e que eles tinham dormindo juntos. Ela conseguiu um visto definitivo de permanência - afirmou ao jornal.
Segundo Pamnani, mulheres do Brasil recebiam o tratamento mais favorável dos funcionários, que davam a elas vistos de permanência duas vezes mais longos que para os homens do Brasil. No entanto, contou o ex-funcionário público, mulheres consideradas pouco atraentes receberiam o tratamento inverso.
- Eles costumavam dizer sobre as meninas feias: 'Essa aí é horrível. Vamos mandá-la de volta já' - afirmou.
Pamnani afirmou ter abandonado seu cargo porque as reclamações dele sobre os casos de corrupção tinham sido ignoradas.
- Tenho certeza de que os funcionários da Agência de Imigração e Nacionalidade realizam suas tarefas com profissionalismo e integridade. Há, obviamente, sistemas estabelecidos para que os funcionários apresentem as queixas que possam ter devido a práticas de seus colegas de trabalho e para que levem a questão adiante se sentirem que isso é necessário. - afirmou McNulty.