A família da princesa Diana disse nesta quinta-feira ter ficado "chocada e enojada'' com a decisão de uma rede de TV dos Estados Unidos de divulgar imagens de Lady Di morrendo em um túnel de Paris. Até mesmo o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, interferiu no caso para criticar a divulgação das imagens. A rede CBS quebrou um tabu ao mostrar na quarta-feira fotos da princesa Diana tiradas no local de sua morte, aos 37 anos, em 1997, em um acidente de carro.
As imagens vieram de um arquivo mantido pelas autoridades francesas, que apreenderam o material de fotógrafos paparazzi envolvidos na perseguição ao Mercedes no qual estava Diana, disse o programa 48 Hours Investigates, da CBS.
- O lorde Spencer (irmão de Diana) e sua família estão chocados e enojados com as ações da CBS - disse um comunicado divulgado em nome de Spencer. Questionado sobre o programa em sua entrevista coletiva mensal, Blair afirmou: "Acho que todos concordam ser indelicado mostrar imagens que podem perturbar uma família.''
Muitos fotógrafos chegaram rapidamente ao local do acidente e fotos semelhantes apareceram em sites e revistas européias pouco depois da morte de Diana. Mas os meios de comunicação em inglês haviam optado, até agora, por não mostrá-las.
A CBS defendeu sua decisão de divulgar as imagens, afirmando que elas integravam um "contexto jornalístico''. O programa do canal norte-americano analisou as provas coletadas durante a investigação do acidente realizada por autoridades francesas. O 48 Hours, porém, não parece ter revelado novos detalhes sobre uma história contada e recontada inúmeras vezes.
As autoridades francesas concluíram que Diana morreu porque o motorista dela, Henri Paul, estava bêbado. Paul e o então namorado da princesa, Dodi Al Fayed, também morreram no acidente.