Uma das principais reivindicações de pilotos e empresas aéreas terá de esperar. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) liberou a pista principal do Aeroporto Internacional de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, nesta sexta-feira mesmo sem o término da implementação do grooving, as ranhuras transversais que aumentam a aderência dos pneus das aeronaves à pista e o escoamento da água da chuva, dificultando a formação de lâminas.
Segundo o presidente da Infraero, José Carlos Pereira, a liberação ocorreu após uma limpeza rigorosa que se sucedeu à fase dos reparos, já praticamente encerrada. Vários buracos haviam sido abertos na pista durante trabalhos de perícia após o acidente com o Airbus A-320 ds TAM, ocorrido no último dia 17.
A Infraero também informou que vai dobrar o número de funcionários que trabalham na pista para poder terminar em no máximo 20 dias as ranhuras. O prazo inicial para a conclusão da obra de instalação das ranhuras era de 45 dias.
Airbus da TAM é o 1º a pousar
Um Airbus 319 da TAM foi o primeiro avião a pousar na pista principal do Aeroporto de Congonhas após ficar fechada dez dias, depois do acidente do dia 17. O vôo JJ 3058, com 75 passageiros, partiu de Porto Alegre e fez uma escala em Florianópolis antes de pousar no aeroporto da Zona Sul de São Paulo.
O coordenador técnico Rogério Barbosa, 32 anos, um dos passageiros da aeronave, disse que o vôo foi normal e o tempo estava bom. Segundo ele, ninguém avisou os passageiros de que o pouso seria na pista principal. — As pessoas do vôo estavam meio apreensivas por ser um vôo que vinha de Porto Alegre e pousaria na pista principal. Mas foi tranqüilo e não houve problemas — disse.
Gustavo Gazola, 33 anos, vice-presidente do Criciúma Esporte Clube, também estava no vôo e só soube que ia pousar na pista principal do aeroporto quando o avião começou o procedimento de pouso. — O acidente que aconteceu faz parte do cotidiano de quem usa esses transportes. Estamos todos sujeitos a isso — afirmou Gazola.
Para o técnico em suprimentos, Milton Sebastião, 46 anos, a aterrisagem foi perfeita. Sebastião também disse que não sabia que iria descer na pista principal. — Confesso que estava preocupado, preferia descer em Guarulhos —.