O presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sergio Gaudenzi, disse nesta segunda-feira que aguarda uma decisão judicial para cobrar os mais de R$ 2 bilhões que empresas aéreas devem à estatal.
- A Infraero não vai abrir mão de coisa alguma. Nem poderia - disse Gaudenzi, afirmando que o dinheiro será bem-vindo.
- Só que, antes, é preciso que a Justiça dê uma solução. Temos o crédito e, no momento em que tivermos uma decisão judicial, cobraremos nossa parte.
Gaudenzi defendeu a qualidade dos aeroportos brasileiros, afirmando que, “embora haja o que melhorar”, eles estão numa faixa muito boa, se comparados aos de outros países.
Segundo a assessoria da Infraero, a dívida das empresas diz respeito ao pagamento atrasado de tarifas aeroportuárias (taxas de pouso e permanência em solo), uso dos serviços de comunicação e auxílio à navegação aérea, aluguel de lojas e balcões de check-in nos aeroportos, além da cobrança de multas por atraso, juros e correção monetária, os chamados encargos.
De acordo com a assessoria, grande parte da dívida teve origem entre os anos de 1996 e 2001. Os valores sofrem correção de 1% ao mês, mais a correção monetária. Parte da dívida está sendo cobrada na Justiça – de acordo com a assessoria da empresa, o total da dívida sub judice atingiria R$ 1,47 bilhão. Mensalmente, a Infraero encaminha ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Decea) informações sobre os inadimplentes para suspender a autorização de sobrevôos.