O setor de infra-estrutura do governo federal deverá investir R$ 6,3 milhões para aumentar o acesso da população à rede de saneamento básico, como ao abastecimento de água e à rede pública de esgoto. Os recursos serão destinados à capacitação de profissionais que possam levar adiante projetos nesse sentido. A formação será feita com a ajuda de 14 universidades brasileiras em parceria com as empresas públicas de saneamento. Juntos, eles integrarão a Rede Nacional de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental (ReCesa), oficializada nesta terça-feira pelo ministro das Cidades, Márcio Fortes.
- Queremos disponibilizar recurso para formar gente que possa operar adequadamente e com maior velocidade os projetos que temos em saneamento - disse o ministro, acrescentando que disponibilizar recursos para pessoas sem capacitação é "desperdiçar dinheiro público".
Segundo o ministro, o estado do Piauí tem um projeto-piloto de capacitação dos funcionários da Companhia de Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa). O objetivo do governo é expandir projetos desse tipo a todo o Brasil, a fim de atender as necessidades dos mais de 50 milhões de cidadãos que ainda não têm acesso a serviços de saneamento.
- Os projetos formulados pelas empresas devem ser os que atendam às necessidades da população e tragam respostas de maneira mais inteligente, sem perdas e com alcance mais amplo da sociedade que precisa do serviço de água e esgoto.
Novos gestores
Na mesma solenidade, tomaram posse os membros do comitê gestor da rede, formado por representantes dos ministérios das Cidades, da Ciência e Tecnologia, do Meio Ambiente, da Educação, da Integração Nacional, e da Saúde; da Agência Nacional de Águas, da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo o Ministério das Cidades, a rede tem o objetivo de qualificar o investimento público na área por meio de um programa de formação continuada dos profissionais do setor, a ser implementado por 14 universidades brasileiras, em parceria com operadores públicos de saneamento.