Dentro do Programa de Incentivo aos Investimentos Brasileiros na América Central e Caribe (Pibac) que o governo brasileiro lançará semana que vem, terão prioridade os setores de infra-estrutura e siderurgia, além da venda de alimentos. Os setores com potencial para investir na região foram destacados pelo embaixador Mario Vilalva, diretor do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty.
Vilalva destaca também os produtos têxteis, sucos de frutas (menos laranja, que ainda sofre restrições no mercado norte-americano), móveis, papel celulose , fármacos, calçados, bebidas e etanol. A logística de comércio exterior também entrará em pauta, em mesas de discussão entre empresários.
- A logística tem sido um problema no comércio entre Brasil, América Central e Caribe na medida em que não há navios e linhas aéreas com a freqüência necessária para a região - explica o embaixador. A agenda empresarial inclui discussões sobre fontes de financiamento para importações e exportações, e o financiamento para o investidor brasileiro que se interesse em montar a sua indústria na região.
Investimentos em infra-estrutura também entrarão em pauta.
- região oferece muitas oportunidades nesta área e as empresas brasileiras têm grande competitividade em matéria de construção civil -estacou o embaixador, lembrando que a indústria brasileira já participa de obras importantes na região.
Vilalva destaca que o governo brasileiro apóia a internacionalização das empresas brasileiras por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que conta com linha de crédito específica para isso.
- No caso da América Central, é uma linha competitiva que pode ser usada pelo investidor brasileiro desde que o investimento contemple a exportação de bens de capital brasileiro.