Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Inflação tende a cair mas taxa de juros vai aumentar, preveem analistas

Segunda, 10 de Fevereiro de 2014 às 11:46, por: CdB
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Analistas preveem nova alta nas taxas de juros para os próximos meses
Investidores e analistas do mercado financeiro reavaliam pela segunda semana seguida a projeção de inflação para 2014. As estimativas agora cairam de 6% para 5,89%. A taxa básica de juros (Selic), um dos instrumentos do governo para segurar a inflação, passou a ser estimada em 11,25% ao ano e não mais em 11%. A dívida líquida do setor pública em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB), agora, subiu para 34,95%. Na estimativa anterior, a proporção da dívida líquida em relação ao PIB estava em 34,90. O crescimento da economia esperado em 2014 também ficou menor: passou de 1,91% para 1,9%, com a produção industrial caindo de 2% para 1,93%. Os preços administrados, preços insensíveis às condições de oferta e de demanda de mercado - uma vez que são estabelecidos por contrato ou por órgão público -, devem subir 4% para 4,03%, segundo as estimaivas. A taxa de câmbio em dezembro foi mantida em R$ 2,47 e o déficit em conta corrente, um dos principais indicadores das contas externas, permanece em US$ 73 bilhões, com o saldo da balança comercial caindo de US$ 8,25 bilhões para US$ 8,01 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos também devem ter um recuo na avaliação do mercado financeiro, passando de US$ 58 bilhões para US$ 57,5 bilhões. Os números estão no boletim Focus divulgado semanalmente pelo Banco Central. Na pesquisa anterior, a expectativa para 2014 era de que a taxa básica de juros ficaria em 11,00%. Para 2015, ele passou a ser estimada em 12,00%, contra 11,88 por cento na mediana da semana anterior. De acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, a perspectiva para a reunião deste mês do Comitê de Política Monetária (Copom) continua sendo de alta de 0,25 ponto percentual na Selic, para 10,75%. Mais duas altas de 0,25 ponto percentual estão previstas: uma para abril e outra para dezembro, após as eleições presidenciais em outubro. O Copom, segundo a expectativa mostrada no Focus, entraria 2015 elevando a Selic até 12% em abril. A persistência da inflação em níveis altos levou o BC a iniciar este ano elevando a Selic em 0,50 ponto percentual, para os atuais 10,50%. Em janeiro, o IPCA desacelerou a alta em 12 meses a 5,59%, mas segundo analistas ainda há resistência. Além disso, a reunião em 25 e 26 de fevereiro terá como pano de fundo a recente onda de mau humor com mercados emergentes e que levou BCs de países como Turquia, Índia e África do Sul a elevarem os juros. O Focus mostrou ainda que o Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período, vê aperto monetário ainda maior. A mediana das projeções aponta que a Selic encerrará 2014 a 11,75% e 2015 a 12,25%. Os números repetem as projeções da semana anterior. Alta dos preços Com o cenário de maior aperto monetário, o Focus mostrou ainda alívio nas expectativas de inflação para 2014. Os economistas reduziram a projeção para o IPCA deste ano a 5,89%, ante 6,00% anteriormente. A meta do governo é de 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos. Para 2015, a perspectiva para o IPCA permaneceu em 5,70%. A projeção para a inflação nos próximos 12 meses também não sofreu alterações, permanecendo em 6,00%. Em relação à economia, a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano sofreu ligeiro ajuste a 1,90%, 0,01 ponto percentual abaixo da leitura da semana anterior. Para 2015 os economistas ainda veem crescimento de 2,20%. Em relação a 2013, a expectativa de crescimento da economia foi ligeiramente ajustada a 2,24%, 0,01 ponto percentual abaixo da semana anterior. O IBGE divulga no próximo dia 27 os dados sobre o PIB do ano passado.
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