Rio de Janeiro, 25 de Março de 2026

Inflação tem ligeira alta no início deste mês

Quarta, 11 de Outubro de 2006 às 09:28, por: CdB

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo registra uma pequena alta da inflação para a capital paulista na primeira quadrissemana de outubro. Na primeira medição deste mês o índice registrou 0,26% contra 0,25% no fechamento do mês de setembro. A maior alta no período foi no item de Alimentação que teve 0,97% de aumento, seguido por Saúde, com uma variação positiva de 0,24%.

O grupo de despesas pessoais registrou uma alta de 0,15% e de Habitação um aumento de 0,11%. Educação teve uma pequena variação positiva de 0,09%. Dois grupos tiveram deflação nesta primeira quadrissemana, Vestuário caiu 0,33% seguido por Transportes com queda de 0,13%. O IPC é calculado semanalmente no município de São Paulo para a faixa de renda familiar entre um e 20 salários mínimos. O calculo é feito levando-se em conta a amostra total do Índice com aproximadamente 110 mil tomadas de preços pesquisadas em um período de 7 a 8 dias.

IGP-M

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,19% na primeira leitura preliminar de outubro. O dado mostrou ligeira variação para baixo em relação ao mesmo período de setembro (quando houve alta de 0,21%), informou nesta quarta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice compreende os preços observados no intervalo entre os dias 21 e 30 do mês de setembro.

O IPA (Índice de Preços por Atacado) variou 0,25%, na primeira prévia de setembro, taxa 0,06 ponto percentual inferior à observada no mesmo período do mês de setembro, de 0,31%. A taxa do índice de Matérias-Primas Brutas baixou de 1,59% para 1,52%. Os itens que mais contribuíram para a trajetória de desaceleração deste grupo foram: bovinos (4,74% para 2,71%), tomate (12,75% para -12,69%) e cana-de-açúcar (0,28% para -0,58%). Em sentido ascendente sobressaem: soja (em grão) (-0,89% para 3,31%), mandioca (aipim) (-1,70% para 2,01%) e leite in natura (-0,43% para 0,03%).

No estágio dos Bens Intermediários, a taxa de variação reduziu-se de 0,16% para 0,02%. A maior contribuição para esta desaceleração partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa retrocedeu de 0,31% para -0,61%.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) apresentou aceleração de 0,09 ponto percentual, com alta de 0,15%, contra 0,06%, no mesmo período de setembro. O índice relativo a Materiais e Serviços registrou variação de 0,21% na leitura preliminar deste mês.

Em setembro, a taxa havia sido de 0,12%. O índice que capta o custo da Mão-de-Obra registrou variação de 0,08% na primeira prévia de outubro. Na apuração referente ao mesmo período do mês anterior, o índice não apresentou variação.

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