Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

Inflação surpreende analistas e sobe puxada por alimentos

A inflação ao consumidor brasileiro abriu o ano em ritmo mais forte do que o esperado pelo mercado, puxada pela alta dos alimentos e os reajustes das tarifas de ônibus em diversas regiões do país. (Leia Mais)

Sexta, 23 de Janeiro de 2009 às 10:01, por: CdB

A inflação ao consumidor brasileiro abriu o ano em ritmo mais forte do que o esperado pelo mercado, puxada pela alta dos alimentos e os reajustes das tarifas de ônibus em diversas regiões do país. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,40% em janeiro, superando o avanço de 0,29% de dezembro e até mesmo a mais alta das estimativas ouvidas pela agência inglesa de notícias econômicas Reuters, de 0,35%.

"O principal impacto no índice do mês foi exercido pelas tarifas dos ônibus urbanos, cuja alta de 2,35% em janeiro representou 0,09 ponto percentual de contribuição no índice geral", afirmou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo, em comunicado divulgado nesta sexta-feira. De acordo com os dados divulgados do Instituto, o índice acumulado nos últimos 12 meses, encerrados em janeiro,  recuou para  5,79%, após registrar 6,10% em dezembro.

O IPCA-15 é tido como uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do governo. A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.

Além dos transportes, os alimentos também contribuíram para a inflação mais salgada neste início de ano. De acordo com o IBGE, os alimentos sofreram um reajuste de 0,72 % em seus custos, mais do que o dobro da alta de 0,34 % registrada em dezembro do ano passado. Ainda assim, o IBGE destaca que a variação acumulada pelo índice em 12 meses caiu de 6,10 % para 5,79 %, já que em janeiro do ano passado o IPCA-15 havia subido 0,70 %.

O comportamento da inflação é determinante para a política de juro do Banco Central. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu por cinco votos a três cortar a taxa Selic em 1,0 ponto para 12,75 %. Na avaliação do BC, o comportamento da inflação até aquele momento abria espaço para um corte de juro mais agressivo, sem representar prejuízo para o cumprimento da meta de inflação, fixada em 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo.

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