Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Inflação sofre ligeira aceleração no início deste mês

A inflação ao consumidor em São Paulo acelerou ligeiramente no começo deste mês, quando os preços de alimentos caíram menos e os de transportes subiram mais. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo subiu 0,10% na primeira quadrissemana de julho

Segunda, 12 de Julho de 2010 às 13:42, por: CdB

A inflação ao consumidor em São Paulo acelerou ligeiramente no começo deste mês, quando os preços de alimentos caíram menos e os de transportes subiram mais. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo subiu 0,10% na primeira quadrissemana de julho, após avanço de 0,04% no mês de junho, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta segunda-feira. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam uma leitura de 0,12%, de acordo com a mediana de 10 respostas que variaram de 0,09 a 0,20%. Os custos do grupo Alimentação caíram em ritmo bem menor, em 0,62% nesta leitura, ante 1,05% na anterior. Os de Transportes subiram 0,14% na primeira quadrissemana, contra variação positiva de 0,06% no mês passado. Já os preços de Vestuário ficaram estáveis, depois de subirem 0,65% em junho, e os de Saúde avançaram 0,52% nesta leitura, abaixo da elevação de 0,71 por cento na anterior. O IPC da primeira quadrissemana mediu os preços de 08 de junho a 7 de julho. O índice mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos. Na 3ª Idade Os idosos gastaram menos com a cesta de compras no segundo trimestre do ano, na comparação com os três primeiros meses. O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) subiu 0,92% no período, mas ficou bem abaixo dos 2,72% registrados no primeiro trimestre de 2010, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice – que mede a inflação para as pessoas com 60 anos ou mais – acumula em 12 meses alta de 5,10%, superior à taxa de 4,93% observada no período anterior. De acordo com a FGV, o resultado dos grupos alimentação (de 5,80% para 0,01%), transportes (de 3,87% para –0,62%) e despesas diversas (de 1,88% para 1,12%) teve forte influência para o recuo do IPC-3i em abril, maio e junho deste ano. Os itens que mais se destacaram foram hortaliças e legumes, tarifa de ônibus urbano e mensalidade para TV por assinatura, respectivamente. Em alta aparecem os grupos saúde e cuidados pessoais (de 0,96% para 2,12%), pressionado pelo reajuste dos preços dos remédios; vestuário (de –0,77% para 3,58%), em função da entrada da coleção outono-inverno; e habitação (de 1,11% para 1,38%), por conta do reajuste das tarifas de energia elétrica residencial.

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