A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve forte desaceleração em dezembro, mas a taxa acumulada no ano ficou bem acima da registrada em 2007. O indicador subiu 0,29% neste mês, após avanço de 0,49% em novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira. A desaceleração foi puxada pelos preços de alimentos e foi bem mais acentuada que o estimado por analistas consultados pela agência inglesa de notícias econômicas Reuters, que esperavam alta de 0,41% para o IPCA-15 em dezembro.
"Os preços de grande parte dos produtos apresentaram menor ritmo de crescimento ou caíram. O feijão carioca, que já havia tido queda de 2,54 por cento em novembro, ficou ainda mais barato em dezembro, com queda de 21,15%", afirmou o IBGE em comunicado.
Ano difícil
Apesar da desaceleração em dezembro, o IPCA-15 acumulou no ano elevação de 6,10%, acima dos 4,36% de 2007.
"O grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável pelo resultado do índice do ano. Contribuindo com 2,59 pontos percentuais, o grupo ficou com 42% do IPCA-15", acrescentou o IBGE no comunicado.
Os preços dos alimentos iniciaram um movimento de alta em 2007, que prosseguiu ao longo de 2008. No ano passado, esses custos tiveram alta de 10,09% e este ano, a alta foi de 11,95%.
O IPCA-15 é tido como uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do governo.
A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país.
A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.