Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Inflação sobe para as camadas mais pobres da sociedade brasileira

Quarta, 05 de Fevereiro de 2014 às 11:44, por: CdB
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Desaceleração no setor de alimentos foi puxada pela queda no preço do tomate
O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que mostra a inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, ficou em 0,71% em janeiro deste ano, taxa superior ao 0,56% registrado em dezembro de 2013. No entanto, a taxa ficou abaixo da medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que registra a inflação para todas as classes de renda e que ficou em 0,99% em janeiro. O dado foi divulgado nesta quarta-feira, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado de janeiro, o IPC-C1 acumula alta de 4,7% nos últimos 12 meses, abaixo do observado pelo IPC-BR (5,61%). A alta da taxa foi provocada por aumentos na inflação de cinco grupos de despesas como despesas diversas (que passou de 0,48% em dezembro para 3,8% em janeiro), educação, leitura e recreação (de 0,45% para 2,99%), habitação (de 0,54% para 0,56%) e comunicação (de -0,02% para 0,13%). Os alimentos também tiveram alta, já que sua taxa de inflação subiu de 0,71% em dezembro para 0,8% em janeiro. Por outro lado, três grupos de despesa tiveram queda na taxa: vestuário (de 0,52% para -0,28%), transportes (de 0,67% para 0,30%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,37% para 0,24%). Alimentos A taxa de inflação acumulada em 12 meses do IPC-C1 também se posicionou em patamar inferior, aos 4,70%. Em igual período, o IPC-Br subiu 5,61%. Apesar disso, grupos como alimentação e despesas diversas no IPC-C1 ficaram pressionados acima do índice geral, com taxas de 6,49% e 8,43%, respectivamente. Em janeiro, a aceleração ocorreu em cinco das oito classes de despesa pesquisadas. Os destaques foram Despesas Diversas (0,48% para 3,80%); Educação, Leitura e Recreação (0,45% para 2,99%), influenciados por cigarros (0,68% para 6,59%) e cursos formais (0,00% para 9,29%), respectivamente. Além disso, a Alimentação registrou pequeno avanço, de 0,71% para 0,80% na passagem para janeiro, influenciada por uma queda menor em laticínios (-4,14% para -3,13%), item de peso no orçamento das famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. Itens como cebola e cenoura também tiveram forte aceleração. A cebola subiu 28,90% em janeiro, depois de alta de 16,58% em dezembro. Já a cenoura avançou 39,42%, depois de alta de 13,19% no último mês de 2013. Apesar disso, os preços do tomate cederam 9,58%, invertendo parte da alta de 11,12% registrada em dezembro. Gasolina em queda Também aceleraram em janeiro os grupos Habitação (0,54% para 0,56%) e Comunicação (-0,02% para 0,13%), puxados por eletrodomésticos (0,17% para 0,66%) e pacotes de telefonia fixa e internet (-1,42% para 1,19%), respectivamente. Em contrapartida, desaceleraram os grupos Vestuário (0,52% para -0,28%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,37% para 0,24%), com o alívio nas roupas (0,61% para -0,32%) e nos medicamentos em geral (0,16% para -0,14%). O grupo Transportes, que vinha sendo fortemente influenciado pelo reajuste dos preços da gasolina ao longo do mês de dezembro, arrefeceu a alta de preços. Com a passagem do efeito do reajuste, a gasolina saiu de alta de 4,04% para queda de 0,05%, o que levou o grupo a subir 0,30% em janeiro, contra 0,67% no último mês de 2013.
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