Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Inflação semanal medida pelo IPC-S desacelera para 0,67%

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou desaceleração de 0,10 ponto percentual, passando de 0,77% para 0,67% na medição feita entre os dias 7 de setembro e 6 de outubro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Os principais responsáveis pelo recuo registrado na apuração foram as menores pressões da entressafra e dos preços administrados. (Leia Mais)

Terça, 14 de Outubro de 2003 às 07:39, por: CdB

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou desaceleração de 0,10 ponto percentual, passando de 0,77% para 0,67% na medição feita entre os dias 7 de setembro e 6 de outubro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Os principais responsáveis pelo recuo registrado na apuração foram as menores pressões da entressafra e dos preços administrados. Dos sete grupos pesquisados para a formação do índice, quatro apresentaram desaceleração, inclusive Alimentação e Habitação - grupos que refletem impactos da entressafra e dos preços administrados.

A maior variação foi verificada no grupo Despesas Diversas (0,96%). No entanto, a maior influência foi do grupo Habitação, que registrou alta de 0,85%.

Entre as 12 capitais pesquisadas, o IPC-S registrou desaceleração em nove. O maior recuo (0,40 ponto percentual) aconteceu em Belém, passando de 1,13% para 0,73%. A maior aceleração foi registrada no Recife (0,13 ponto percentual), passando de 0,28% para 0,41%.

As demais capitais se comportaram da seguinte forma: Belo Horizonte (de 0,54% para 0,52%); Curitiba ( de 0,30% para 0,19%); Distrito Federal (de 1,13% para 0,81%); Florianópolis (de 0,33% para -0,03%); Fortaleza (de 0,37% para 0,41%); Goiânia (de 0,62% para 0,36%); Porto Alegre (de 0,63% para 0,43%); Rio de Janeiro (de 0,66% para 0,69%); Salvador (de 1,06% para 1,03%); e São Paulo (de 1,03% para 0,84%).

Acompanhe a variação por grupos:

Alimentação - A pressão decrescente da entressafra foi a principal responsável pela desaceleração de 0,24 ponto percentual nos preços do grupo Alimentação. Com o recuo, a variação do grupo passou de 0,78% para 0,54%. O item carnes bovinas registrou desaceleração de 0,15 ponto percentual na medição atual, passando de 3,43% para 3,28%. Os outros tipos de carne, especialmente aves e suínas, ainda mostram elevação em suas taxas.Os itens hortaliças e legumes, panificados e biscoitos e adoçantes contribuíram para um recuo de 0,11 ponto percentual no IPC-S. No total, 14 dos 20 gêneros que formam o grupo Alimentação apresentaram taxas declinantes.

Vestuário - A influência da mudança de coleção permanece nos preços do grupo Vestuário, que registrou aceleração de 0,41 ponto percentual, passando de 0,36% para 0,77%. Os destaques no período foram os preços dos biquínis e maiôs, que tiveram os preços elevados de 2,46% para 3,86%. Além disso, as roupas para prática esportiva passaram de -0,07% para 1,11%.

Saúde e Cuidados Pessoais - O grupo Saúde e Cuidados Pessoais registrou aceleração de 0,18 ponto percentual, passando de 0,45% para 0,63%. O grupo foi pressionado pelo item medicamentos, que passou de 0,59% para 1,42%.

Educação - Educação, Leitura e Recreação passou de uma variação negativa de 0,11% para uma alta de 0,04%. A maior pressão foi registrada pelo subgrupo leitura, impulsionado pelos reajustes de jornais e revistas. O subgrupo Educação também contribuiu para elevação da taxa, influenciado pelos reajustes dos cursos de informática, de 0,44%, e dos livros em geral, de 0,51%.

Habitação - O grupo Habitação registrou recuo de 0,19 ponto percentual, passando de 1,04% para 0,85%. Mesmo com o recuo, o grupo continua exercendo a maior contribuição para a formação do IPC-S, sendo que um pouco mais de 40% do resultado geral deve-se ao grupo. Os itens taxa de água e esgoto residencial, telefone residencial e eletricidade residencial permaneceram como os destaques do grupo. No entanto, a influência começa a reduzir. Somados, os três itens responderam por 0,22 ponto percentual, ante 0,24 ponto percentual na medição anterior.

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