A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em fevereiro foi menor do que a variação registrada em janeiro. A pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada nesta segunda-feira, mostra que a taxa foi de 0,38%. O IGP-DI calculado em janeiro com base em dezembro mostrava que a inflação havia sido de 0,99%. Os índices do mês de fevereiro foram calculados com base nos preços registrados entre os dias 1° e 29.
Segundo a FGV, os Índices de Preços por Atacado também registraram variação menor do que a do mês anterior. Em fevereiro, a variação foi de 0,52%, contra 1,08%. Já o índice relativo a bens finais passou de 0,25% em janeiro para 0,31%. Para essa aceleração, a maior contribuição veio do subgrupo de alimentos in natura, que subiu de -0,63%, em janeiro, para 1,34% em fevereiro.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) não registrou variação e ficou abaixo do valor medido no primeiro mês do ano, quando registrou 0,97%. Isso porque seis das sete classes de despesas do índice decresceram em suas taxas de variação. Contribuíram os grupos de alimentos, em que houve redução de 2,10% para 0,38%. Destaca-se o reflexo dos preços das frutas, que caíram de 6,57% para – 4,27%, e das hortaliças e legumes (de 3,84% para –2,67%).
O grupo de educação, leitura e recreação também contribuiu para desaceleração do IPC. A FGV mostra que os índices caíram para 0,32%, contra os 2,52% registrados anteriormente. Apenas as roupas, no item de vestuário, forçaram o IPC para cima. O grupo registrou acréscimo na taxa de variação, passando de –0,46 % para –0,32%. O Índice Nacional de Custo da Construção Civil medido em fevereiro registrou variação de 0,40%, acima do resultado do mês anterior, de 0,38%. O principal responsável foi o grupo de materiais que subiu de 0,43% para 0,77% em fevereiro.
Previsão de alta
Analistas de mercado elevaram, levemente, a previsão para a inflação brasileira neste ano e manteveram para o próximo, segundo relatório Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central. O prognóstico para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008 passou de 4,41% na semana passada para 4,42% nesta edição. Para 2009, a estimativa foi mantida em 4,30%.
A estimativa do mercado para a Selic no final deste ano ficou estável em 11,25%. Para o final de 2009 também foi mantida a previsão de 10,50%. O relatório manteve ainda a estimativa para o crescimento econômico neste ano, em 4,5%. A projeção para a expansão em 2009 é de 4,00%, apresentando uma pequena queda em relação à previsão anterior de 4,03%.
O prognóstico para o dólar no final deste ano passou de R$ 1,79 para R$ 1,78 e para o fim de 2009 ficou em R$ 1,85, ante R$ 1,87 há uma semana.
Balança comercial
O Brasil registrou o terceiro déficit semanal consecutivo na primeira semana de março, informou nesta segunda-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O saldo foi negativo em US$ 159 milhões, resultado de exportações de US$ 3,228 bilhões e importações de US$ 3,387 bilhões.
Na média diárias, as exportações ficaram em US$ 645,6 milhões e as importações em US$ 677,4 milhões. No ano, o país acumula um superávit de US$ 1,667 bilhão.