Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2026

Inflação segue em declínio além do previsto por economistas

Quarta, 25 de Março de 2009 às 09:33, por: CdB

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou mais que o esperado em março e atingiu o menor patamar desde setembro de 2006, devido a uma queda nos custos de educação e a uma desaceleração da alta dos alimentos. O indicador subiu 0,11% neste mês, ante taxa de 0,63% em fevereiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira.

A mediana e a média de projeções de 20 analistas ouvidos pela agência inglesa de notícias Reuters apontavam uma taxa de 0,27 %. As estimativas variaram de 0,19% a 0,30%.

"O forte recuo de fevereiro para março foi explicado pelos grupos Educação e Alimentação e bebidas", afirmou o IBGE em nota.

Depois da alta sazonal do começo do ano letivo, os preços de Educação caíram 0,43 por em março. Em fevereiro, eles haviam atingido o pico, com salto de 4,95%. Os custos de Alimentos avançaram 0,21%, ante elevação anterior de 0,44%.

"(Em alimentação) vários itens importantes no consumo das famílias ficaram mais baratos de um mês para o outro, (como) feijão preto, feijão carioca, carnes e tomate. Alguns itens, porém, continuaram em alta: açúcar cristal, açúcar refinado, frutas e hortaliças."

Além do índice geral, os núcleos também foram reduzidos, o que é uma boa notícia para o Banco Central, que vem reduzindo a taxa de juro desde janeiro. A LCA Consultores informou em relatório a clientes que a média dos três núcleos calculados pelos economistas para o IPCA-15 teve alta de 0,24% em março, ante avanço de 0,55% em fevereiro. O IBGE não divulga as medidas de núcleo. O IBGE acrescentou que no primeiro trimestre o IPCA-15 subiu 1,14%, abaixo da variação de 1,58% vista em igual período do ano passado.

Nos últimos 12 meses, o avanço do índice foi de 5,65%, abaixo da taxa de 5,77% apurada no período até fevereiro. O IPCA-15 é tido como uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do governo. A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.

IPC

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da cidade de São Paulo acelerou ligeiramente, em linha com o esperado, refletindo um aumento maior dos custos de alimentos e uma redução na queda de vestuário.

O indicador subiu 0,29% na terceira quadrissemana de março, seguindo a alta de 0,25% na segunda, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quarta-feira. A mediana e a média de previsões de 14 analistas ouvidos pela Reuters apontavam uma taxa de 0,28%. Os preços do grupo Alimentação subiram 0,54 %, ante avanço de 0,43 % na leitura anterior.

Os de Vestuário declinaram 0,11% na terceira quadrissemana, contra queda de 0,62% na segunda. Já os custos de Transportes diminuíram a alta, para 0,14%, ante 0,24%. O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.

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