A escalada dos preços, medida pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) iniciou o ano em desaceleração, em um ritmo menor que previam os analistas financeiros ouvidos pelo Banco Central (BC), na última verificação. O movimento, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), reflete a diminuição da pressão de alguns alimentos agrícolas no atacado. O indicador subiu 0,99% em janeiro, abaixo da alta de 1,47% em dezembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira. Analistas do BC previam alta de 0,92%.
O Índice de Preços por Atacado (IPA), que integra o IGP-DI, subiu 1,08%, ante alta de 1,90% em dezembro. O IPA agrícola desacelerou a alta para 1,60% em janeiro, ante 4,27% em dezembro. O avanço do IPA industrial também perdeu força, de 1,01% para 0,88%. As principais quedas individuais de preços no atacado vieram do setor agrícola: milho em grão, ovos, leite in natura e uva. As maiores altas vieram de soja em grão, tomate e arroz.
Os preços dos bovinos também recuaram em 0,42% em janeiro. No Índice de Preços ao Consumidor (IPC) o avanço foi de 0,97% em janeiro, frente à variação positiva de 0,70% no mês anterior. Esta aceleração decorreu principalmente por causa do grupo Educação, leitura e recreação, que em um movimento sazonal teve aumento de preços de 2,52%, segundo relatório da FGV. Os custos de Alimentação também avançaram em ritmo maior que em dezembro, em 2,10%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta menor, de 0,38% em janeiro, comparado à de 0,59% em dezembro.