Rio de Janeiro, 03 de Novembro de 2026

Inflação segue em alta, pressionada por alimentos

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desacelerou em relação ao mês passado. O indicador teve alta de 0,45% em abril, com desaceleração na velocidade de alta em relação aos 0,61% de março, segundo informe da Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira. (Leia Mais)

Sexta, 18 de Abril de 2008 às 07:40, por: CdB

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desacelerou em relação ao mês passado. O indicador teve alta de 0,45% em abril, com desaceleração na velocidade de alta em relação aos 0,61% de março, segundo informe da Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta sexta-feira. Entre os componentes, o Índice de Preços por Atacado (IPA) ficou em 0,35% no mês, ante alta anterior de 0,83%.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,61% em abril, em forte aceleração diante à alta de 0,04% no mês passado. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) elevou-se a 0,73%, percentual maior se comparado à variação positiva de 0,49% de março. O IGP-10 foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. No ano, o índice acumula alta de 2,91% e nos últimos 12 meses, de 9,16%.

Inflação em SP

Pela sétima vez seguida, a inflação na cidade de São Paulo manteve o ritmo de aceleração gradual que vem sendo constatada desde a quarta quadrissemana de fevereiro (período de sete dias comparado ao mesmo período dos 30 dias imediatamente anteriores). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de 0,38% para 0,43% na segunda quadrissemana de abril, conforme levantamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Dos sete grupos pesquisados, vestuário foi o que apresentou a maior taxa - 0,77% ante 0,50%, seguida pelos alimentos que continuaram a pressionar a taxa com alta de 0,56%. A velocidade das correções médias no grupo alimentação diminuiu, no entanto, em comparação com as duas últimas pesquisas anteriores (0,47% na primeira prévia de abril e 0,27% no fechamento de março), passando de 0,47% para 0,56%.

A terceira maior elevação foi verificada em habitação - 0,50% ante 0,47%. A alta nesse grupo tem refletido o peso maior no bolso do consumidor por causa da alta nas tarifas de energia elétrica.

Os demais grupos apresentaram as seguintes variações: transporte, 0,23% ante 0,19%; despesas pessoais, 0,29% ante 0,32%; saúde, 0,39% ante 0,30%; educação, 0,09% ante 0,10%.

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