Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2026

Inflação segue em alta, apesar da elevação na taxa de juros

A projeção de analistas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,53% para 6,58% neste ano, na 18ª alta consecutiva. A estimativa ficou acima do limite superior da meta para o ano, de 6,5%. (Leia Mais)

Segunda, 28 de Julho de 2008 às 09:25, por: CdB

A projeção de analistas de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,53% para 6,58% neste ano, na 18ª alta consecutiva. A estimativa ficou acima do limite superior da meta para o ano, de 6,5%. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central elaborada com base em estimativas de analistas de mercado sobre os principais indicadores da economia, divulgada nesta segunda-feira.

A meta de inflação para este ano é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Para 2009, que tem a mesma meta, os analistas mantiveram a expectativa de que a inflação chegue a 5%. No mercado paulista, a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe),passou de 6,51% para 6,69%, em 2008. Para o próximo ano, a estimativa caiu de 4,70% para 4,55%.

Para o atacado, a projeção é de Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 12,18%, ante os 12,03% da semana anterior. No caso do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa passou de 11,96% para 12,04%, neste ano. Em 2009, a expectativa dos analistas para o IGP-M permaneceu em 5,50%, enquanto o IGP-DI passou de 5,39% para 5,37%.

Os analistas mantiveram a projeção de 3,81%A estimativa para preços administrados permaneceu em 3,81%, em 2008. Para o próximo ano, a projeção passou de 5,07% para 5,04%.

Taxa Selic

A taxa básica de juros, a Selic, usada pelo Banco Central para ajudar a controlar a inflação, deve chegar ao final do próximo ano em 14%, na avaliação de analistas de mercado consultados pelo Banco Central. A projeção anterior era de que a Selic fechasse 2009 em 13,75%. Para este ano, no entanto, os analistas mantiveram a projeção de 14,25%. A informação também consta do boletim Focus.

Na última semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a Selic de 12,25% ao para 13%. Mesmo com o aumento da taxa, os analistas não esperam que a inflação convirja para meta. Segundo o boletim, a projeção para a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,53% para 6,58% neste ano, na 18ª alta consecutiva e acima do limite superior da meta para o ano de 6,5%.

O centro da meta é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Com relação ao crescimento da economia, os analistas mantiveram a expectativa de 4,80%. Em 2009, entretanto, houve redução para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de 4% para 3,90%.

Para o crescimento da produção industrial, em 2008, a estimativa caiu de 5,45% para 5,38%, mas foi mantida em 4,50% para o próximo ano. A projeção para a relação entre Dívida Líquida do Setor Público e PIB permaneceu em 40,50%, em 2008, mas foi alterada de 39,60% para 39,20%. A estimativa para o déficit em conta corrente (todas as transações do Brasil com o exterior) foi mantida em US$ 24 bilhões neste ano, e alterada de US$ 31,40 bilhões para US$ 31,50 bilhões em 2009.

No caso do saldo da balança comercial (exportações menos importações), a projeção passou de US$ 22,67 bilhões para US$ 22,78 bilhões. Para 2009, permaneceu a estimativa de US$ 15 bilhões de superávit comercial. A previsão para o taxa de câmbio ao final de 2008 está mantida em R$ 1,63. Para 2009, foi alterada de R$ 1,74 para R$ 1,75.

Os analistas esperam que o Investimento Estrangeiro Direto (IED) no país neste ano chegue a US$ 34 bilhões, contra a previsão anterior de US$ 33 bilhões. Para 2009, a projeção de IED é de US$ 30 bilhões, a mesma da semana anterior.

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