O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), encerrou agosto com alta de 0,48%, a mesma variação registrada na terceira prévia do mês, dentro das expectativas do Banco Central. O resultado é 0,15 ponto percentual acima do verificado no fechamento de julho. A maior pressão inflacionária foi constatada no grupo habitação, com índice de 1,23% ante 0,23% no término do mês passado. Essa elevação teve forte influência da tarifa de energia elétrica, que ficou 9,5% mais cara.
Quatro dos sete grupos pesquisados apresentaram índices menores, um deles com deflação. Trasportes registrou taxa de -0,05%, depois de subir 0,19% em julho. Na mesma base de comparação, o grupo alimentação teve alta de 0,22% ante 0,90; saúde teve aumento de 0,14% contra 0,79%; e educação passou de 0,19% para 0,04%.
Os demais grupos indicam recuperação de preços: vestuário passou de -0,77% para 0,07% e despesas pessoais, de 0,01% para 0,14%.
Em queda
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu na última semana de agosto em cinco das sete capitais pesquisadas. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, a queda mais intensa foi observada em Brasília, onde o índice passou de 0,73%, na terceira semana do mês, para 0,52%, na semana encerrada em 31 de agosto.
Também houve queda no IPC-S das seguintes capitais: Belo Horizonte (de 0,27% para 0,16%), Porto Alegre (de –0,01% para –0,11%), Recife (de 0,19% para 0,09%) e Salvador (de 0,16% para 0,10%). Apenas no Rio de Janeiro (de –0,03% para 0,05%) e em São Paulo (de 0,36% para 0,38%) o índice registrou acréscimo no período.
O IPC-S nacional da quarta semana do mês, divulgado ontem (1º) pela FGV, ficou em 0,20%, um pouco abaixo da taxa relativa à apuração anterior (0,21%). O resultado foi o menor desde a quarta semana de junho de 2009, quando houve alta de 0,12%. Registraram decréscimo as taxas de variação correspondentes aos grupos habitação (de 0,44% para 0,34%), vestuário (de –0,62% para –0,98%), transportes (de 0,31% para 0,21%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,10% para 0,03%).