Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Inflação resiste com queda menor nos preços dos alimentos e transportes

Quarta, 21 de Agosto de 2013 às 08:09, por: CdB
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O sistema oficial de metas prevê uma faixa entre o centro da meta de inflação anual

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou a alta em agosto a 0,16% em meio à menor queda dos preços de alimentos e dos transportes, mas ainda assim a inflação em 12 meses se afastou mais do teto da meta. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, o IPCA-15, prévia da inflação oficial, acumulou alta de 6,15% em 12 meses, depois de chegar a 6,40% até julho. No mês passado, o índice subiu 0,07%. A meta do governo é de 4,5%, com tolerância de 2 pontos percentuais.

Ambos os resultados ficaram levemente acima da expectativa em pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters, cuja mediana das projeções apontou que o indicador teria alta de 0,15% em agosto e de 6,13% em 12 meses. O IBGE destacou a aceleração em agosto dos preços de Saúde e Cuidados Pessoais para 0,45%, após alta de 0,20% em julho, com impacto de 0,05 ponto percentual no índice do mês. Educação também acelerou, para 0,69%, representando impacto de 0,03 ponto percentual. Mesmo desacelerando a alta dos preços para 0,56%, o grupo Habitação ainda assim representou o maior impacto de alta em agosto, de 0,08 ponto percentual. Por outro lado, a queda dos preços de Transportes foi de 0,30% em agosto, ante recuo de 0,55% no mês anterior, diminuindo o impacto para baixo a 0,06 ponto percentual. A perda de ímpeto deflacionário também foi registrada no grupo Alimentação e Bebidas, que com recuo de 0,09% em agosto ante queda de 0,18% em julho apresentou impacto negativo de 0,02 ponto percentual. O resultado do IPCA-15 também mostrou aceleração em relação ao IPCA de julho, quando foi registrada alta de 0,03%, a menor taxa em três anos. Mas em 12 meses houve desaceleração, após alta acumulada em julho de 6,27% no IPCA. Índice de crescimento Assim como o IPCA-15 serve como bússola do Banco Central sobre a atividade dos preços no país, o ritmo de crescimento de produção de embalagens demonstra o nível de produção e, no segundo trimestre deste ano, apresentou uma forte desaceleração, para uma alta de 0,56% na comparação com igual período de 2012, segundo dados da associação que representa o setor, Abre. Nos três primeiros meses do ano, o crescimento havia sido de 4,81%, também sobre igual período do ano passado. Com isso, o aumento da produção no acumulado do primeiro semestre foi de 2,66%, ligeiramente acima da expectativa inicial do setor, de aumento de 2,5. Apesar da forte desaceleração no segundo trimestre, a Abre considerou, em estudo, que o setor não deixará de crescer, mas "apenas o fará em ritmo mais lento". A expectativa para o segundo semestre é de um crescimento de 1%, encerrando o ano com aumento de 2% na produção de embalagens.
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