Rio de Janeiro, 27 de Outubro de 2026

Inflação resiste, com alimentos em alta

A inflação medida pelo Índice de Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês de maio em 0,79%. No ano, o índice acumula alta de 2,88% e nos últimos 12 meses, de 5,58%. A taxa de maio superou a de abril, que havia sido de 0,55%, e foi, mais uma vez, puxada pela elevação nos preços dos alimentos, que avançaram 1,95%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). IGP-M, que reajusta os aluguéis, permanece aquecido

Quarta, 11 de Junho de 2008 às 08:25, por: CdB

A inflação medida pelo Índice de Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês de maio em 0,79%. No ano, o índice acumula alta de 2,88% e nos últimos 12 meses, de 5,58%. A taxa de maio superou a de abril, que havia sido de 0,55%, e foi, mais uma vez, puxada pela elevação nos preços dos alimentos, que avançaram 1,95%, depois de avançarem 1,23% em abril. A alta verificada no mês passado é a maior de todo o período do Plano Real, que entrou em vigor em julho de 1994. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em São Paulo, pelo quinto mês seguido, foi mantido o ritmo de aceleração do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que atingiu 1,30% na primeira quadrissemana de junho. Essa taxa superou a variação registrada no fechamento de maio (1,23%) e ficou bem acima da primeira prévia do mês anterior (0,68%). No período, mais uma vez, os alimentos puxaram a alta, subindo 3,68%, a maior oscilação desde a terceira prévia de dezembro de 2002 (4,06%). A segunda maior elevação foi constatada em vestuário (1,30%), mas já em processo de desaceleração porque ficou abaixo da medição anterior (1,55%).

A exemplo desse último grupo, os demais apresentaram diminuição no ritmo, em comparação com o fechamento de maio: habitação, 0,73% ante 0,74%; transportes, 0,29% ante 0,31%; despesas pessoais, 0,74% ante 0,79%; saúde, 0,35% ante 0,59%; e educação 0,02% ante 0,04%.

Preços resistem

Ao longo do mês de maio, a aceleração dos preços chegou ao seu ponto mais alto, mas a tendência de desaceleração, segundo analistas de mercado, acontece em ritmo mais lento do que o estimado. A oferta de alimentos, tanto no mês passado quanto no início deste mês, não foi aquela esperada e os preços surpreenderam para cima. No atacado, porém, o ápice dos preços pode ainda não ter ocorrido, já que além dos alimentos, esses índices sofrem o impacto dos metais e da energia, que além de ter um efeito direto e imediato, ainda se espalha pela cadeia.

Diante do quadro de resistência dos preços, ainda segundo analistas de mercado, o Banco Central, que já contava com a deterioração do quadro inflacionário, concentra-se em 2009 e deverá manter o aperto monetário. Os últimos dados sobre a inflação, desta quarta-feira, apontam que o destaque ficou por conta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

- Os dados mostram que há uma sucessão de itens com fortes altas. Junho está carregando a alta de maio ainda, mas ao final do mês vemos uma certa trajetória de baixa. Só que (a desaceleração) vai ser mais gradual do que a gente pensava antes - disse a jornalistas Silvio Campos Neto, economista-chefe do banco Schahin.

No caso do IPCA, que mantém uma tendência de alta, a média dos quatro primeiros meses do ano foi de 0,52%. Flávio Serrano, economista sênior do Bes Investimento, em conversa com jornalistas, acredita que "maio foi o pior mês do ano para os IPCs".

- O IPC-Fipe vai ficar perto de 1 por cento em junho e talvez em julho fique menor. O mesmo vale para o IPCA. O IPCA-15 de junho ainda vem forte, mas o IPCA de junho desacelera no fechamento do mês, mas ainda são taxas altas - afirmou.

IGP-M sobe

O IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas, acelerou para 1,97% na primeira prévia de junho, superando a elevação de 1,36% em igual período de maio e o teto da previsão dos analistas, de 1,60%.

Esta foi a maior variação registrada desde dezembro de 2002, quando o IGP-M subiu 2,61%. No ano, o IGP-M acumula alta de 6,81%. Nos últimos 12 meses, o índice subiu 13,43%.

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